quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Liverpool 0 x 3 Real Madrid – Tática e talento decidem para espanhóis, enquanto ingleses sofrem para encontrar padrão “Pós Suárez”.

Sem Bale, ficaria difícil para o Real Madrid explorar contra o Liverpool na Inglaterra, sua principal característica: as jogadas em velocidade nos contragolpes; porém, isso acabou sendo bem resolvido por Carlo Ancelotti, que manteve sua formação habitual, 4-4-2, que ganhou mais corpo e marcação com a entrada de Isco, que ajudava James Rodrigues na armação e ainda fazia um papel importante na marcação.  


Já os donos da casa vieram no 4-3-1-2, com Gerrard de primeiro volante, Allen mais pela esquerda, Handerson pela direita e Coutinho mais à frente centralizado. Sterling e Balotelli eram os responsáveis pelas ações ofensivas, mas o italiano vem fazendo uma temporada muito abaixo do esperado, não conseguindo substituir o principal jogador do vice-campeão inglês da temporada passada, Suárez, que além de ter uma importância muito grande no esquema armado por Brendan Rodgers, tinha o que faltou ao time hoje, oportunismo para aproveitar as chances de gols criadas. Abaixo, o desenho tático dos times no primeiro tempo.
No 4-3-1-2 do time inglês, podemos analisar que o lado direito acabou menos privilegiado, tanto ofensivamente, deixando Johnson mais sozinho nas subidas, quanto defensivamente, o que acabou sendo bem aproveitado pelo Real.
No desenho acima, podemos observar que apesar de ser válida a tentativa do 4-3-1-2 do Liverpool, isso acabou matando o time, pois na parte ofensiva, o meia brasileiro Coutinho, além de armar a equipe pelo centro, ainda tinha que ajudar as subidas do lateral Glen Johnson, deixando assim um espaço que foi mal preenchido por Allen e Handerson. Enquanto isso defensivamente, o mesmo lado direito também acabou sendo um problema, pois Johnson acabava ficando sobrecarregado com as subidas de Marcelo, Isco e ainda as investidas de Cristiano Ronaldo e Benzema do mesmo lado, provocando jogadas com superioridade numérica dos adversários. Como podemos ver nesse flagrante abaixo, em que Marcelo, Isco e Cristiano Ronaldo ficam em superioridade contra Johnson e Henderson.
Superioridade madrilenha no lado direito do Liverpool.
Com maior volume de jogo, com movimentação grande entre James Rodrigues, Cristiano Ronaldo e Benzema e também com o talento do trio, era questão de tempo para o Real abrir o placar, que aconteceu aos 22 minutos, após lindo passe por elevação de James, que encontrou Cristiano Ronaldo para marcar o primeiro gol do real no jogo e o 70° gol do português na história da Champions, ficando apenas um atrás de Raul como maior artilheiro de todos os tempos da competição. 7 minutos após o primeiro, em uma jogada pela esquerda do ataque espanhol, Kroos fez cruzamento preciso para a bela cabeçada de Benzema, colocando uma vantagem de dois gols para os visitantes.

Perdendo de 2 a 0, Rodgers decidiu mudar para o 4-2-3-1, avançando Allen pelo centro e jogando Coutinho para o lado esquerdo; porém, não foi suficiente para impedir o terceiro gol do Real em mais uma jogada iniciada pela direita da defesa e em mais um gol marcado por Benzema.

Com o jogo perdido, o Liverpool colocou Lallana, Markovic e Can, e ainda avançou Sterling para o papel de centroavante. As alterações fizeram com que o time ficasse mais com a posse de bola e tivesse mais presença ofensiva, mas ainda pecava muito nas finalizações e nos aproveitamentos das chances criadas. Enquanto isso, os visitantes passaram a optar pelos contra-ataques, mas sem tanta obrigação no jogo e já cansado, também acabaram desperdiçando algumas chances de gols. Abaixo, os desenhos táticos no meio da segunda etapa.
Liverpool já no 4-2-3-1 e o Real mantendo seu 4-4-2 bem compacto. 
Nas estáticas também podemos ver o Real Madrid com mais posse de bola: 54% x 46; e com mais chutes ao gol: 14 x 12.

Os 3 a 0 mostram um Real preciso, compacto e pronto para o duelo contra o Barcelona no clássico de sábado, o time também está tranquilo na Champions, com a classificação praticamente garantida para as oitavas de final. Já os ingleses, ainda terão que suar para se classificar no campeonato europeu e mais do que isso, Brendan Rodgers precisa achar uma solução para a saída de Suárez e a má fase de Balotelli, se quiser ir longe na Champions e brigar na Premier League.

Grande abraço!!!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Atlético Mineiro 4 x 1 Corinthians – Galo heroico vence duelo contra um Corinthians covarde.

O Mineirão mais uma vez foi palco de uma partida importante de mata-mata. De um lado o Atlético Mineiro, que precisava reverter uma derrota por 2 a 0 no jogo de ida em Itaquera, do outro o Corinthians, maior favorito para a classificação.

Obrigado a sair para o jogo, Levir Cupi montou o galo no 4-1-4-1, com Leandro Donizete como único volante atrás de uma linha com Diego Tardelli na ponta esquerda, Guilherme na meia esquerda, Dátolo na meia direita e Luan como ponta direita. Na frente, Carlos como centroavante.

Já os paulistas vieram no 4-2-3-1 com Bruno Henrique e Guilherme Andrade como volantes de marcação, Malcon aberto na ponta direita, Renato Augusto centralizado e Petros na ponta esquerda, com Guerrero no comando de ataque. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo. 
No desenho podemos notar uma atitude ofensiva dos donos da casa, com 5 jogadores de intensa movimentação no ataque, contra um visitante recuado, deixando os dois volantes presos e pouca presença no ataque.
Os primeiros minutos de jogo foram bem diferentes do que seria o restante da partida. O Atlético tinha dificuldade para passar pela forte marcação corintiana e também contava com seu quinteto ofensivo muito estático, sem abrir espaços na zaga adversária. Pelo lado corintiano, o time conseguia prender a bola no ataque e explorava bem a movimentação de Guerrero, que se aproveitou do erro do zagueiro Jemerson, para abrir o placar aos 5 minutos de jogo.

Após o gol o jogo mudou completamente. O Corinthians recuou e não conseguia mais trabalhar a posse de bola em seu meio-campo, dependendo de ligação direta para o ataque buscando Guerrero, que estava isolado e acabava sendo presa fácil para a marcação atleticana. Nos donos da casa, Leandro Donizete tomou conta da marcação e fazia a saída de jogo com perfeição, tendo o auxilio de Guilherme, peça fundamental nessa partida.  

O quinteto de ataque do Atlético começou a ter uma movimentação intensa, trocando de posições e buscando os espaços vazios da marcação corintiana. O lado direito começou a aparecer com as subidas de Marcos Rocha e Guilherme passou a atuar em uma área sem marcação no campo, já que não tinha o combate dos meias e nem dos volantes, ficando livre para armar as jogadas e ser o responsável pelo primeiro gol do galo, após dar cruzamento certeiro para Luan marcar de cabeça e ainda fazer o segundo, dando um chute de fora da área, contando com o desvio no meio do caminho. Abaixo o flagrante da troca de posições do ataque mineiro. 
Após o gol do Corinthians, começou a aparecer os homens de frente do Atlético, com uma movimentação intensa, troca de posições e de lado de campo. (Reprodução: ESPN Brasil)
Depois de sofrer a virada nada mudou na postura do Corinthians, que continuava acuado e se aproveitando da vantagem que naquele momento ainda era de dois gols. Fágner não conseguia aparecer no ataque, Malcon sumido também buscava pouco a jogada individual. Renato Augusto mal no jogo, não armava o time e nem prendia bola no ataque e a única arma ofensiva era o atacante Guerrero e as subidas ineficientes de Fábio Santos pela esquerda. Enquanto o galo continuava sua busca incessante pelos gols que faltavam, contando com uma atuação de gala do meia Guilherme, como vamos observar no mapa de calor abaixo, em que mostra o quanto o jogador foi participativo e decisivo. 
Guilherme se movimentou em uma região em que não havia marcação do Corinthians, já que Renato Augusto não marcava e nem Bruno Henrique avançava para dar o bote (Fonte: Footstats)  
No segundo tempo, o Atlético perdeu logo de cara duas importantes peças, Luan e Leandro Donizete que saíram por contusão. Em seus lugares entraram Maicosuel e Pierre. Com isso, Tardelli passou a jogar centralizado no ataque, com Carlos caindo pela direita para marcar as subidas de Fábio Santos e Maicosuel jogando na ponta esquerda. A mudança favoreceu o Corinthians, já que o Atlético perdeu em movimentação, saída de bola com o volante e também na marcação de Fágner, que teve mais liberdade para avançar no segundo tempo. Já Mano Menezes, tirou Malcon e colocou o talismã Luciano na ponta direita. Abaixo o desenho tático depois dessas mudanças
No galo o 4-1-4-1 foi mantido, mais perdeu em movimentação e intensidade com a saída de Luan e a entrada de Maicosuel, já no Corinthians, Luciano teve dificuldades de marcar as subidas de Douglas Santos e o Atlético acabou se criando pela esquerda.
O Corinthians pode-se dizer que melhorou no segundo tempo, tendo mais presença no campo de ataque, conseguindo criar um pouco mais de oportunidades e contando com o apoio de Fágner pela direita, mas foi exatamente pela direita que o time teve mais dificuldade defensiva. O Atlético se aproveitou da pouca marcação que Luciano exercia naquele setor e se criou por ali, com as presenças de Douglas Santos, Maicosuel e Guilherme, que se aproveitou de um cruzamento que veio da esquerda do ataque atleticano e marcou o terceiro do time mineiro aos 30 minutos do segundo tempo.

Com o Corinthians entregue no jogo, o Atlético se aproveitou e voltou a pressão que tinha diminuído na segunda etapa e no décimo, dos 11 escanteios que o time teve no jogo, o zagueiro Edcarlos se aproveitou do espaço vazio que a zaga corintiana deixou no miolo da pequena área e marcou o quarto gol atleticano, que deu a classificação aos mineiro para a semifinal da Copa do Brasil.

Alguns números mostram o amplo domínio dos donos da casa no jogo. O Atlético teve 61% de posse de bola, contra apenas 38% do Corinthians. O Atlético teve 12 finalizações certas, contra 4 do Corinthians e trocou 429 passes certos, contra apenas 203 do Corinthians. Esses números mostram que os mineiros mereceram muito mais a classificação, buscaram mais o jogo desde os primeiros minutos e foram premiados pela ofensividade do técnico Levir Cupi.

Já o Corinthians se afunda na crise e no estilo de jogo defensivo de seu treinador, que tem um elenco caro e com vários jogadores de qualidade e mesmo assim, se recusa a enfrentar os times de igual pra igual fora de casa principalmente. A culpa também é dos jogadores que não mostram empenho e vontade nos jogos.

Grande Abraço!!! 

domingo, 12 de outubro de 2014

Del Bosque encontra poucas soluções para antigos problemas da Espanha no pós Copa.

Analisei os dois últimos jogos da Espanha válidos pelas Eliminatórias da Eurocopa contra Eslováquia e Luxemburgo e constatei que alguns problemas que a seleção teve na Copa do Mundo, no Brasil, quando foi eliminada na primeira fase, se repetiram e poucas soluções foram encontradas.

Começando por algumas observações no comportamento defensivo da Espanha:

è Contra a seleção da Eslováquia, o goleiro ainda era Casillas, que vem sendo muito contestado no próprio Real Madrid, onde vem cometendo algumas falhas; e o arqueiro voltou a falhar na derrota para a Eslováquia por 2 a 1. Já no jogo de hoje contra Luxemburgo, De Gea, goleiro do Manchester United, ganhou a posição e se mostrou seguro, apesar de não ser muito exigido. Acredito que essa mudança fará bem à Espanha, já que considero De Gea um goleiro preparado para a titularidade no gol da “La Roja”.

è Outra questão que vem deixando Del Bosque preocupado é a instabilidade de seus zagueiros. Sérgio Ramos, o mais confiável no momento, estava machucado, por isso a zaga teve duas formações diferentes nos jogos. Contra a Eslováquia, o zagueiro do Nápoli, Albiol, que não tem tanta técnica, e Pique, que vem amargando a reserva no Barcelona, formaram o miolo defensivo e o resultado foi um time frágil atrás, tomando dois gols da modesta seleção da Eslováquia. No duelo de hoje, Pique foi mantido e teve seu companheiro de Barcelona (e de banco), Bartra, ao seu lado. O time acabou não sendo tão atacado, mas mostrou um Pique sem confiança e um Bartra lento na caça aos atacantes.


è A última questão que me chamou a atenção na verdade não é nenhuma novidade, já que isso ocorre com frequência no Barcelona, foi o fato de Busquets recuar bastante, formando uma linha de três com Pique e Bartra, dando bastante liberdade aos laterais, Alba e Carvajal, no apoio ao ataque. Abaixo, o flagrante desse recuo do volante.
Flagrante do recuo de Busquets, formando uma linha de três com Bartra e Pique, liberando assim Carvajal para virar praticamente um ala pela direita. (Reprodução: Sportv)
Também ouve mudança de esquema na Espanha. O 4-3-3 que deu os dois títulos europeus e uma Copa do Mundo para a Espanha, está em transição. Del Bosque testou o 4-2-3-1 na derrota para a Eslováquia, com Koke e Busquets como volantes, e na linha de três, Iniesta pela esquerda, Silva pela direita e Fabregras centralizado, com Diego Costa como referencia no ataque. Já contra Luxembrugo, o esquema usado foi o 4-1-3-2, com Busquets de volante, Koke mais avançado pela direita, Silva centralizado e Iniesta pela esquerda. No ataque, Diego Costa e Paco Alcacer para a seleção ter mais presença de área. Abaixo o 4-2-3-1 contra a Eslováquia.
O 4-2-3-1 contra a Eslováquia enfrentou dificuldades para criar jogadas e também na conclusão delas, com a má fase do atacante Diego Costa na seleção da Espanha.
è Na parte ofensiva a Espanha continua com a maior posse de bola, mas também continua sofrendo com a lentidão na transição da defesa para o ataque, facilitando a marcação adversária.

è Outro grande problema é a fase ruim do atacante Diego Costa em sua seleção. Se no Chelsea o artilheiro já tem 9 gols nessa temporada e é o principal destaque do líder da Premier League, na seleção o atacante sofre com o jejum de gols. No primeiro jogo contra a Eslováquia, Diego Costa mais uma vez passou em branco e mostrou dificuldades para se adaptar ao estilo de jogo da seleção; já contra Luxemburgo, Del Bosque colocou Paco Alcacer ao seu lado, dando mais liberdade de movimentação para Diego, que apesar de marcar seu primeiro gol pela seleção nesse jogo, ainda teve uma atuação bem abaixo do que se espera dele. E se a Espanha precisa tanto mudar seu estilo de jogo, a principal esperança é Diego Costa, que pode ser o homem de área da seleção, mudando a maneira de jogar.

è Mais um problema que a Espanha vem enfrentando desde os tempos do “tiki-taka” é a falta de finalização de fora da área, principalmente contra adversários mais fechados, que dificultam a seleção a entrar com essa bola na área. Apesar de o time vir chutando mais ao gol nos últimos jogos pós-Copa, a finalização de longa distância ainda deixa a desejar e Del Bosque terá muito trabalho para mudar isso, já que a filosofia do jogo espanhol não prioriza a finalização de fora da área e sim o toque de bola; basta ver que os meias do time nos dois jogos, Fabregas, Koke, Silva e Iniesta, não têm características para tal jogada.

è A última observação que faço é a utilização maior da ligação direta da defesa para o ataque, explorando principalmente Diego Costa. Pode ser uma arma interessante para o time em alguns jogos, já que Diego Costa é um atacante que sabe brigar pela bola contra os zagueiros adversários e, se o outro time estiver jogando com uma linha defensiva alta, isso pode pegar o adversário desprevenido. Às vezes o “chutão” é necessário (desde que com moderação, senão fica igual à seleção brasileira na Copa) para esse time que faz de tudo para evitá-lo.

Abaixo no campinho, o 4-1-3-2 da Espanha contra Luxemburgo.

4-1-3-2 trouxe Busquets recuando, os laterais mais avançados, três jogadores com características de armação no meio e dois centroavantes para dar mais presença de área ao time.

Del Bosque terá trabalho muito duro para os próximos anos. Além de uma troca de gerações que está havendo, também será necessário uma troca de mentalidade. A seleção que talvez mais tenha modificado o futebol na última década, agora terá que se reinventar para não ficar ainda mais pra trás em um futebol cada vez mais físico e rápido.
 
Xavi é um exemplo dessa troca de gerações. Foi um dos principais responsáveis pelo período mais vitorioso da Seleção da Espanha.
Grande abraço!!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cruzeiro 0 x 1 Corinthians – O time dos jogos grandes vence mais um e precisa decidir o que quer no campeonato.


O Corinthians ficou conhecido nesse campeonato por ser um time que gosta e se dá bem em jogo grande, basta ver que o time do Parque São Jorge venceu o líder e atual campeão Cruzeiro duas vezes, São Paulo, Atlético Mineiro e Internacional, em uma sequência que o credenciaria a disputar o título, porém, os “jogos menores” são onde o time perde pontos preciosos e isso justifica a quinta colocação que os paulistas ocupam no Brasileirão.

Em um jogo cheio de desfalques para as duas equipes, talvez tenha sido o Cruzeiro, o time mais prejudicado. Marcelo Oliveira manteve o 4-2-3-1, mas sem Éverton Ribeiro (servindo a Seleção) e Ricardo Goulart (machucado), o time perdeu em criação e intensidade, já que os substitutos Marlone e Willian não foram bem na linha de três ofensiva, fazendo com que os laterais que já são peças importantes para os mineiros, se tornassem a única opção no ataque, sobrecarregando os lados e facilitando a marcação corintiana.

Já pelo lado alvinegro, Mano Menezes talvez tenha sido até ajudado (digamos assim) pelas ausências de Elias (seleção) e Ralf (lesionado), embora também muito prejudicado pela falta do peruano Guerreiro, principal jogador do time nos últimos jogos. Mano escalou um meio-campo mais marcador com Guilherme Andrade de primeiro volante mais preso e Bruno Henrique de segundo volante saindo mais para o jogo. A linha de três contou com Petros pela esquerda, Renato Augusto centralizado e Malcon pela direita. Abaixo o desenho tático dos times no primeiro tempo. 
No duelo dos 4-2-3-1, paulistas usam melhor os lados e vencem os mineiros.
Podemos dividir o primeiro tempo em duas partes. A primeira, no começo do jogo, tivemos um Cruzeiro buscando mais o jogo, contra um Corinthians naturalmente defensivo, esperando pelos mineiros em seu campo e buscando explorar os contra-ataques. Devido ao grande número de jogadas pela esquerda do Cruzeiro, Renato Augusto começou a cair mais pelo setor, ajudando Fágner e Malcon a marcar as investidas de Egídio e Willian. Com isso, o Corinthians melhorou na parte final do primeiro tempo, usando o lado direito principalmente para realizar suas jogadas. Renato Augusto aproveitava que estava nesse lado e formava um trio com Fágner – que apoiava mais que Fábio Santos – e Malcon, para complicar a vida de Egídio que não tinha muito a ajuda de Willian para marcar os três. Abaixo o mapa de calor do time paulista mostra como o lado direito foi mais acionado.  
O mapa de calor mostra que o time paulista procurou mais o seu lado direito para atacar (Imagem: Footstats)
Com Marlone e Willian mal e Egídio machucado, Marcelo Oliveira realizou as três alterações para tentar mudar o comportamento cruzeirense em campo. O garoto Alisson entrou no lugar de Willian, Ceará no de Egídio e Dagoberto na vaga de Marlone. Alisson centralizou e Dagoberto caiu pela ponta direita. Mano tirou Romero que pouco fez no jogo e colocou o talismã Luciano.

Após as mudanças, o Corinthians ganhou um pouco mais de espaço em campo e começou a propor mais o jogo, fazendo com que Fábio Santos começasse a também ser mais acionado. Já o Cruzeiro, defensivamente esperava mais o Corinthians, sem a marcação pressão que exerceu em boa parte do primeiro tempo e quando tinha a bola, começou a explorar mais o lado direito, com as subidas de Mayke e o gás novo de Dagoberto.

Com consciência, o time paulista começou a aproveitar bem as chances que criava e em um contra-ataque, Luciano marcou o gol corintiano aos 28 minutos da segunda etapa. Após o gol, Mano tirou Bruno Henrique que cansou e colocou Ferrugem, renovando a marcação e também Danilo para segurar a bola na frente, no lugar de Guilherme Andrade, que se nas outras partidas não foi bem, no jogo desta quarta conseguiu desempenhar muito bem sua função. Com a saída de Guilherme, Petros recuou e passou a jogar como volante. Abaixo o desenho tático dos times após as alterações.
O Corinthians mais defensivo após o gol, tentando segurar a bola no ataque com Danilo e o Cruzeiro continuando a atuar pelos lados, agora explorando mais a direita.
Na reta final do jogo os mineiros foram para o tudo ou nada, em busca do empate, criando algumas chances como a que Dagoberto desperdiçou no finalzinho, mas a vitória corintiana acabou sacramentada em uma grande atuação do time, mas acabo destacando Renato Augusto, que quando joga bem, o Corinthians joga bem. Abaixo o mapa de calor do meia que fez uma bela partida.
Destaque para a movimentação maior no lado direito do ataque, auxiliando defensivamente e sendo peça fundamental ofensivamente. (Imagem: Footstats)
Em relação ao Cruzeiro, não acredito que essa derrota irá atrapalhar a caminhada do time em busca do bicampeonato nacional. Já o Corinthians, precisa se decidir se vai atuar como time grande em todos os jogos, ou se vai se apequenar nos jogos menores.

Grande Abraço!!!

domingo, 5 de outubro de 2014

Cruzeiro 2 x 1 Internacional – Vantagem ampliada e caminho livre para o bicampeonato celeste.


Como acontece algumas vezes em campeonatos de pontos corridos, quando líder e vice-líder se encontram na parte final do campeonato, Cruzeiro e Internacional fizeram no Mineirão a chamada “final antecipada”. A distância entre os dois eram de 6 pontos para os mineiros antes do jogo começar.

Para ampliar a vantagem em casa, o técnico Marcelo Oliveira manteve seu 4-2-3-1 padrão mudando poucas peças. Pode-se destacar os laterais Mayke pela direita e Egídio pela esquerda, que além de serem bons marcadores são também imprescindíveis para a principal arma celeste nos últimos dois anos, que é a jogada pelos lados do campo, já que os dois tem características de grande presença no ataque. Lucas Silva também é outro destaque, sempre desarmando e aparecendo bem no ataque.

Na linha de três, Marquinhos está fazendo um ótimo trabalho pela ponta direita, sendo importante tanto ofensivamente como demonstrou em seu gol, quanto defensivamente sempre acompanhando as subidas dos laterais adversários. No centro, Everton Ribeiro dita o ritmo da equipe e tem uma movimentação constante, com liberdade para cair pelos dois lados e avançar ajudando o centroavante. Willian exerce praticamente a mesma função que Marquinhos, só que na ponta esquerda, sendo mais incisivo na diagonal e Marcelo Moreno é centroavante que além de marcar muitos gols, também é responsável por marcar a saída de bola adversária.

Já Abel Braga, optou por um Inter mais recuado, jogando no 4-3-2-1, variando bastante para o 4-2-3-1. Willians e Wellington eram volantes mais marcadores, com pouca saída para o jogo, já o ótimo chileno Aranguíz, ora fechava a linha dos três volantes, ora fechava a linha com três mais avançado, fazendo com que D’alessandro centralizasse mais e tendo Valdívia na ponta esquerda. Rafael Moura era o centroavante. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo no Mineirão.
O 4-3-2-1/4-2-3-1 do Inter, acabou abrindo muito espaço nas laterais, fazendo com que Egídio e Mayke fossem presença constante no ataque na primeira etapa.
O primeiro tempo mostrou um Cruzeiro que soube explorar muito bem as laterais, contra um Inter que não soube explorar sua proposta de jogo, que era se defender e contra-atacar e para piorar ainda tinha a torcida cruzeirense que transformou o Mineirão em um caldeirão.

Quase sempre que o time celeste subia ao ataque, explorando as laterais, se formava uma dupla de cruzeirenses, contra apenas um do Internacional. Seja Egídio e Willian pela esquerda contra apenas Gilberto, já que Aranguiz ficava mais preocupado com a marcação de Lucas Silva, ou Mayke e Marquinhos pela direita contra Fabrício, já que Valdívia não acompanhava sempre as subidas do lateral cruzeirense. Nesse mapa de calor do Cruzeiro no jogo, mostra como os mineiros exploram tanto os lados do campo.  
Arma forte no título mineiro do ano passado, as laterais seguem sendo principal arma da equipe nesse ano também. (Imagem: Footasts)
Outra grande característica do Cruzeiro é a intensa movimentação de seu meio-campo, principalmente os responsáveis pela formação e definição das jogadas. Um exemplo disso é o craque do Brasileirão do ano passado, Éverton Ribeiro, que sempre circula muito pelo centro e pelos lados, além de se juntar ao boliviano Marcelo Moreno. Marcelo Moreno, aliás, é um desses centroavantes modernos, que não ficam preocupados só em fazer gol e na parte ofensiva, mas que também ajuda na marcação. Uma prova disso foi o primeiro gol do Cruzeiro, marcado pelo próprio Moreno, que recuperou a bola de Aranguíz perto da área do Inter e chutou forte no canto de Dida.

Perdendo por 2 a 0, Abel se viu obrigado a mexer no Inter. Alex entrou no lugar de Wellington e o Inter passou a jogar no 4-2-3-1 definitivo, com Aranguíz como volante ao lado de Willians, Valdívia pela direita, Alex na esquerda e D’allesandro centralizado.

Os gaúchos melhoraram, tendo mais intensidade, movimentação e não deixando o Cruzeiro respirar na saída de bola. O time celeste ainda perdeu um pênalti com Willian, que quase fez falta no fim do jogo. Melhor em campo, Alex acertou belo chute de fora da área e colocou de vez o Internacional no jogo.

Marcelo Oliveira teve que agir rápido e colocou Nilton no lugar de Éverton Ribeiro. Com essa ação o Cruzeiro passou a atuar no 4-3-3, com os três homens do meio-campo mais defensivo, jogando com Lucas Silva, Nilton e Henrique. Na frente, o técnico colocou Dagoberto descansado no lugar de Willian, avançando Dagoberto e Marquinhos para jogarem mais perto de Marcelo Moreno. Dessa forma, as equipes ficaram assim após essas alterações.
Mudança de esquema e postura no Inter foram fundamentais para que equipe melhorasse na segunda etapa, porém, não foi suficiente para empatar o jogo.
Apesar do time gaúcho melhorar no jogo e até criar boas chances, quem acabou saindo com a vitória foi os mineiros, que agora abriram 9 pontos de vantagem para o Internacional e tem caminho mais do que livre para a conquista do Bicampeonato.

Algumas estáticas mostram que o Cruzeiro foi melhor no jogo como um todo e mereceu a vitória, pelo seu futebol moderno e sólido. A posse de bola ficou 53% para o Cruzeiro contra 47% do Internacional e as finalizações foram 16 para os mineiros contra 10 para os gaúchos.

Grande Abraço!!! 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Comunicado!!!

Olá, leitores do blog Tática do Jogo.
Gostaria de comunicar que o blog está de volta.
Infelizmente tive alguns problemas de ordem pessoal nesse período e acabei deixando o blog de lado, mas continuei acompanhando e estudando o nosso querido futebol e mais do que isso, agora tenho o prazer de dizer que também trabalho com futebol, por isso, acabo não tendo muito tempo para escrever aqui. Mas, tomei a decisão voltar para o blog, por considerar um espaço importante para o meu conhecimento e para termos um lugar onde possamos debater o que vem acontecendo no mundo da bola e da tática. Gostaria de pedir um pouco de paciência, porque provavelmente meu ritmo de postagem será menor do que estava quando parei e espero poder retornar no mesmo nível (ou até melhor) nas postagens.
Desde já agradeço a compreensão de todos e também aos que me motivaram a voltar.

Muito obrigado e jogo que segue, pois a tática não pode parar.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Borussia Dortmund 1 x 2 Bayern de Munique – O fim das sinas: Bayern campeão e Robben decisivo.

Robben é um grande jogador, mas sofria com o trauma de sempre ter um desempenho bem abaixo do esperado quando o assunto era decisão, basta lembrar-se da final da Copa do Mundo de 2010, quando ele desperdiçou algumas chances para a Holanda e isso acabou custando o título mundial e também a final da Champions League da temporada passada, quando Robben perdeu um pênalti na prorrogação, que deixaria o Bayern a frente do placar e muito perto do título, mas isso mudou e Robben foi um dos principais destaques na conquista do Bayern, que também sofria com a sina de chegar a duas finais quase que seguidas e ser vice em ambas.

Mas não foi fácil conquistar a Europa pela quinta vez. Do outro lado tinha um Borussia motivado, que tentava o bicampeonato e dificultou bastantes as coisas para o Bayern, que só conseguiu o gol do título aos 44 minutos do segundo tempo.

O Borussia no 4-2-3-1 com Gundogan saindo pro jogo, Reus centralizado, Grosskreutz na vaga de Gotze e Lewandowski como referencia no ataque deu muito trabalho e dominou os primeiros 25 minutos de jogo. Avançou as linhas, marcou o Bayern em seu campo não dando a posse de bola aos bávaros e imprimiu um ritmo forte no inicio, criando assim as primeiras chances.

Melhor nos primeiros minutos, o Dortmund fez as 5 primeiras finalizações do jogo, exigindo boas defesas de Neuer. Reus e Lewandowski foram os destaques, com o meia criando muito no meio-campo, assumindo bem a vaga deixada por Gotze e o atacante infernizando a zaga do Bayern com chutes precisos e também executando bem o papel de pivô.  

Já o Bayern que também estava no seu costumeiro 4-2-3-1, foi criar a primeira oportunidade já aos 23 minutos, momento em que o Dortmund diminuiu o ritmo e o Bayern acertou seu estilo de jogo, com muita posse de bola e explorando bastante os lados do campo com Robben e Ribéry. Outro destaque do Bayern foi o volante/meia Schweinsteiger, que é o coração do time no meio-campo, ele fez muito bem (como sempre) a função de box-to-box (o box-to-box é um jogador que faz tanto a função de volante, quanto a de armador, indo e voltando o tempo todo entre as intermediárias. Um exemplo é Frank Lampard do Chelsea). Abaixo os desenhos táticos das esquipes no primeiro tempo.
Os dois atuaram no 4-2-3-1, que no Bayern explorava mais os lados do campo, enquanto no Borussia o time jogava mais pelo centro.
O primeiro tempo acabou com o Bayern melhor, mas o melhor Borussia dos primeiros 25 minutos, conseguiu ser mais eficiente do que o melhor Bayern dos últimos 20 minutos.

No segundo tempo o Bayern continuou melhor e comandou totalmente o inicio. Martinez se destacava desarmando e começando as jogadas de ataque, que tinha Mandzukic como principal referencia e as pontas seguiam sendo o ponto forte do Bayern, que explorava mais Ribéry e Alabá, do que Robben e Lahm, tanto que Robben muitas vezes tinha que sair da ponta direita para receber a bola, como foi no primeiro gol do time, em que Robben fez a jogada na ponta esquerda e cruzou para Mandzukic abrir o placar para os bávaros.

Depois do gol o Borussia acordou, foi pra cima e o Bayern encolheu atrás, buscando o contra-ataque. Gundogan começou a parecer mais no ataque, formando quase um 4-1-4-1, com Reus muito próximo a Lewandowski no ataque e deu certo, Reus sofreu pênalti do brasileiro Dante aos 23 minutos, que Gundogan bateu e deixou tudo igual. O gol acabou sendo maravilhoso para o Borussia, que era melhor, mas não conseguia criar grandes chances, enquanto que o Bayern mesmo que mais recuado levava perigo ao gol de Weidenfeller.

Satisfeito com o empate o Borussia voltou a se retrair e o Bayern que não queria perder mais uma final de Champions League retomou o controle da partida e da posse de bola. Sempre buscando Robben ou Ribéry, o Bayern era muito perigoso no ataque e contava com uma atuação instável de Hummels que errou em alguns lances. E o castigo veio ao Borussia aos 49 minutos do segundo tempo, em um lance confuso, Ribéry deixou para Robben que veio de trás, limpou o marcador e deu um toque sutil na saída de Weidenfeller, que não conseguiu evitar, dando o quinto título europeu da história do Bayern (o Bayern havia sido campeão nas temporadas 1973-74, 1974-75, 2000-01 e 2012-13).
Robben comemora o gol do título do Bayern de Munique.
O Bayern terá Gaudiola para a próxima temporada que já pega um time campeão de tudo, sua missão: manter o Bayern no topo e ganhar tudo na próxima temporada de novo, já o Dortmund está no caminho certo, se reestruturou depois da quase falência e montou um bom time. É lógico que irá perder algumas peças, mas se manter a base pode brigar no ano que vem também.

Grande Abraço !!!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Vídeopost – Especial final Champions League

Na primeira parte do vídeopost analiso o Borussia Dortmund. Devido a alguns problemas, colocarei só o link dos vídeos. Abaixo tem o provável desenho tático do Borussia para essa final.

Parte I
Clique Aqui

O 4-2-3-1 é muito forte ofensivamente, porém a ausência de Gotze pode atrapalhar muito para a Final.

Já a segunda parte é uma analise do Bayern de Munique. Abaixo o provável desenho tático do Bayern para essa final.


Parte II

O Bayern também adota o 4-2-3-1, que tem como principais características a compactação defensiva e a velocidade nos contra-ataques. 
Grande Abraço !!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Corinthians 1 x 1 Boca Juniors – Sonho do bicampeonato sucumbe a arbitragem e ao copeiro Boca.


A missão não era fácil. Reverter um placar adverso contra o Boca Juniors é uma tarefa que ao longo dos anos se mostra quase impossível para clubes brasileiros, que dos 16 confrontos contra o Boca em mata-mata de Libertadores, só em 3 deles os clubes brasileiros conseguiram avançar e para dificultar ainda mais a missão corintiana, o arbitro Carlos Amarilla teve papel fundamental na eliminação dos atuais campeões.

O Corinthians foi a campo no seu costumeiro 4-2-3-1, com Paulinho tendo bastante liberdade, Ralf como responsável pela marcação em Riquelme, os laterais subindo bastante ao ataque, Danilo centralizado armando o time e os pontas bem agudos encostando em Guerreiro que era o centroavante.

Já o experiente técnico Carlos Bianchi, também optou pelo 4-2-3-1 para o Boca, mas com características mais defensivas com Somoza responsável por Danilo e Erviti pelos avanços de Paulinho. Os laterais não avançavam tanto, os pontas tinham função de acompanhar os laterais corintianos, Riquelme foi um enganche na armação sem função de marcar e Blandi o único atacante. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo no Pacaembu. 
4-2-3-1 do Boca foi superior ao usado pelo Corinthians. Não deu espaços para os brasileiros e soube comandar o jogo quando foi preciso. 
O inicio fulminante que se esperava do Corinthians não aconteceu, muito pelo esquema armado por Carlos Biachi, que anulou Paulinho, Danilo e os avanços dos laterais e também pela força que o Corinthians demonstrou contra o Santos no domingo e não demonstrou nesse jogo, deixando o Boca comandar os primeiros 25 minutos, quando saiu o gol de Riquelme em um lance de sorte e a partir daí, os donos da casa tinham que fazer 3 gols para se classificarem.
Riquelme comemora seu gol com os companheiros.
Depois do gol sofrido o Corinthians tentou se impor, passou para o 4-1-4-1 com Paulinho mais avançado na linha de 4, mas pecava na criação das jogadas (Danilo não fez um bom jogo e com isso a armação das jogadas praticamente não existia) e ainda contava com a atuação, digamos, infeliz de Amarilla, que não deu um pênalti claro de Marín e anulou um gol de Romarinho dando um impedimento, sendo que o atacante corintiano estava claramente atrás do ultimo defensor do Boca. Com esses erros de arbitragem, a falta de criação do Corinthians e a ótimo postura adotada pelo Boca no começo do jogo, o primeiro tempo acabou 1 a 0 para os visitantes.

Precisando ser mais ofensivo, Tite mudou o Corinthians no intervalo, tirando Alessandro e Romarinho, colocando Edenilson e Pato. Com isso, o time o time passou praticamente para o 4-3-3, com Paulinho e Danilo como meias, Emerson e Pato como atacantes de lado e Guerrero centralizado invertendo com Pato. E as mudanças deram certo, o Corinthians voltou diferente, sufocando o Boca no campo de ataque e logo aos 5 minutos, Paulinho de cabeça deixou o dele e colocou fogo na torcida.

Aí quando os donos da casa davam sinais de reação, o arbitro Carlos Amarilla entrou em ação mais uma vez, anulando o gol de Paulinho alegando outro impedimento, que de novo não houve. Esse erro deu um banho de agua fria no Corinthians, que deu uma diminuída no ritmo e com isso o Boca cresceu mais uma vez, sempre apostando nos contra-ataques. Bianchi tirou Riquelme e Erbes, colocando Viatri para dar velocidade nos contra-ataques e Bravo para marcar mais. Tite também mexeu, tirando Danilo que não fez uma boa partida e colocando Douglas para dar um pouco mais de qualidade no ultimo passe. Abaixo como ficaram as equipes após as alterações.
O Corinthians passou para o 4-3-3 bem ofensivo e o Boca explorava os contra-ataques no 4-4-1-1.
Com as mudanças o Boca passou para o 4-4-1-1, mexendo no esquema, mas mantendo a postura, com Somoza colado em Douglas e Ervite sempre em Paulinho. No Corinthians, Pato deu mais qualidade e movimentação no ataque, mas o time ainda pecava muito na criação, que naquele momento passou a ser bola na área pra ver  o que acontece.

Os donos da casa ainda tiveram um pênalti claro em Emerson não marcado e desperdiçaram outras tantas chances de gols e ainda teve que ver o Boca, que até então tinha o Corinthians engasgado depois da final do ano passado, virar esse jogo e derrubar os atuais campeões do Mundo nas oitavas de finais.

Para o Corinthians resta agora lutar pelo título Paulista contra o Santos no domingo. É verdade que o time não é mais o mesmo do ano passado, o motivo: poder ser mudança nas características dos jogadores, a falta de “tesão” em ganhar tudo como foi no ano passado, ou qualquer outro, mas  o fato é que algumas mudanças tem que acontecer para esse time não se acomode ainda mais. Já o Boca agora enfrenta o Newells pelas quartas de finais e quem passar pega o vencedor do duelo entra Atlético-MG x Tijuana.

Grande Abraço !!!







terça-feira, 14 de maio de 2013

Felipão convoca grupo jovem para a Copa das Confederações.


Hoje o técnico da Seleção Brasileira, Felipão, divulgou os 23 jogadores que irão defender o Brasil na Copa das Confederações, que começa no mês que vem e serve como torneio preparatório para a Copa do Mundo de 2014, a grande obsessão dos brasileiros.

Para a seleção brasileira, esse torneio é de fundamental importância, pois o Brasil não disputa um jogo oficial desde a Copa América de 2011, quando Mano Menezes ainda era o técnico e com isso, os jogos do Brasil se restringem apenas a amistosos, que são na maioria contra seleções de pequeno e médio porte, tendo poucos jogos contra seleções que são campeãs do Mundo e que realmente acrescentam mais dificuldades.

Felipão convocou nomes que já eram esperados para a seleção, como nos casos de Neymar, Lucas, Fred, entre outros. Mas ao mesmo tempo, deixou de fora jogadores como Ronaldinho Gaúcho, que era nome certo para essa convocação devido ao grande futebol que vem apresentando no Atlético-MG e Kaká, que já não vinha sendo chamado com grande frequência, mas por sua experiência também tinha uma convocação um pouco esperada, tendo como grande surpresa para essa convocação Bernard, do Atlético-MG e Jadson do São Paulo.

Com esses nomes certos, os jogadores que ficaram de fora e as surpresas que apareceram, ficou claro que Felipão quer um time novo, que tenha essa vontade de ganhar e que peguem experiência na Copa das Confederações, para que na Copa do Mundo, consigam sentir menos essa pressão (somente 4 jogadores do elenco já disputaram uma Copa do Mundo).

Na minha escalação sobre o provável time, Paulinho seria o volante que sai para o jogo (mesma função que exerce no Corinthians), Bernard estraria no lugar de Oscar e ficaria aberto pela esquerda (função que ele desenvolve muito bem no galo), explorando as jogadas em velocidade, sempre trazendo a bola por dentro e Lucas jogaria aberto pela direita explorando a jogada individual e a linha de fundo. Neymar seria o enganche do time (jogador responsável pela ligação do meio e ataque), tendo liberdade para cair pelos lados e encostar-se a Fred no ataque. Já a parte defensiva, Dante e Thiago Silva são os dois melhores zagueiros do Brasil no momento e os laterais Marcelo e Daniel Alves teriam liberdade de apoio, mas sempre resguardando para não tomar bola nas costas. Abaixo o provável 4-4-1-1 com muita velocidade e mobilidade no ataque.
O 4-4-1-1 teria muita dinâmica, velocidade e ofensividade, mas para não sofrer na parte defensiva, é essencial os meias pelos lados do campo voltarem para marcar. 
No 4-2-3-1 provável, a seleção fica mais compacta, menos exposta defensivamente e perde um pouco de velocidade, mas ganha na criação das jogadas. No meu 4-2-3-1, poderia ter Hernanes como volante de saída, encostando em Neymar, que ficaria na ponta esquerda sendo bem agudo e também podendo cair por dentro, Oscar centralizado, responsável pela criação das jogadas, por encostar em Fred no ataque e também com liberdade para cair pelos lados e Lucas na ponta direita, sempre explorando os lances individuais e buscando a linha de fundo, com Fred como centroavante. Na parte defensiva, segue os mesmos defensores e Fernando como volante de contenção. Abaixo o provável 4-2-3-1.
No 4-2-3-1 a seleção perderia em velocidade, mas ganharia em compactação e criação no meio-campo.
Achei que a lista foi coerente ao que se esperava. É claro que alguns nomes sempre vão ser questionados como em todas as convocações, mas no geral é o melhor que temos no momento. Cabe à comissão técnica saber transformar esse grupo em vencedor e cabe aos jogadores, comprometimento com o trabalho e muita vontade de vencer um campeonato onde haverá tanta pressão e cobrança por título.

Grande Abraço !!!