segunda-feira, 27 de maio de 2013

Borussia Dortmund 1 x 2 Bayern de Munique – O fim das sinas: Bayern campeão e Robben decisivo.

Robben é um grande jogador, mas sofria com o trauma de sempre ter um desempenho bem abaixo do esperado quando o assunto era decisão, basta lembrar-se da final da Copa do Mundo de 2010, quando ele desperdiçou algumas chances para a Holanda e isso acabou custando o título mundial e também a final da Champions League da temporada passada, quando Robben perdeu um pênalti na prorrogação, que deixaria o Bayern a frente do placar e muito perto do título, mas isso mudou e Robben foi um dos principais destaques na conquista do Bayern, que também sofria com a sina de chegar a duas finais quase que seguidas e ser vice em ambas.

Mas não foi fácil conquistar a Europa pela quinta vez. Do outro lado tinha um Borussia motivado, que tentava o bicampeonato e dificultou bastantes as coisas para o Bayern, que só conseguiu o gol do título aos 44 minutos do segundo tempo.

O Borussia no 4-2-3-1 com Gundogan saindo pro jogo, Reus centralizado, Grosskreutz na vaga de Gotze e Lewandowski como referencia no ataque deu muito trabalho e dominou os primeiros 25 minutos de jogo. Avançou as linhas, marcou o Bayern em seu campo não dando a posse de bola aos bávaros e imprimiu um ritmo forte no inicio, criando assim as primeiras chances.

Melhor nos primeiros minutos, o Dortmund fez as 5 primeiras finalizações do jogo, exigindo boas defesas de Neuer. Reus e Lewandowski foram os destaques, com o meia criando muito no meio-campo, assumindo bem a vaga deixada por Gotze e o atacante infernizando a zaga do Bayern com chutes precisos e também executando bem o papel de pivô.  

Já o Bayern que também estava no seu costumeiro 4-2-3-1, foi criar a primeira oportunidade já aos 23 minutos, momento em que o Dortmund diminuiu o ritmo e o Bayern acertou seu estilo de jogo, com muita posse de bola e explorando bastante os lados do campo com Robben e Ribéry. Outro destaque do Bayern foi o volante/meia Schweinsteiger, que é o coração do time no meio-campo, ele fez muito bem (como sempre) a função de box-to-box (o box-to-box é um jogador que faz tanto a função de volante, quanto a de armador, indo e voltando o tempo todo entre as intermediárias. Um exemplo é Frank Lampard do Chelsea). Abaixo os desenhos táticos das esquipes no primeiro tempo.
Os dois atuaram no 4-2-3-1, que no Bayern explorava mais os lados do campo, enquanto no Borussia o time jogava mais pelo centro.
O primeiro tempo acabou com o Bayern melhor, mas o melhor Borussia dos primeiros 25 minutos, conseguiu ser mais eficiente do que o melhor Bayern dos últimos 20 minutos.

No segundo tempo o Bayern continuou melhor e comandou totalmente o inicio. Martinez se destacava desarmando e começando as jogadas de ataque, que tinha Mandzukic como principal referencia e as pontas seguiam sendo o ponto forte do Bayern, que explorava mais Ribéry e Alabá, do que Robben e Lahm, tanto que Robben muitas vezes tinha que sair da ponta direita para receber a bola, como foi no primeiro gol do time, em que Robben fez a jogada na ponta esquerda e cruzou para Mandzukic abrir o placar para os bávaros.

Depois do gol o Borussia acordou, foi pra cima e o Bayern encolheu atrás, buscando o contra-ataque. Gundogan começou a parecer mais no ataque, formando quase um 4-1-4-1, com Reus muito próximo a Lewandowski no ataque e deu certo, Reus sofreu pênalti do brasileiro Dante aos 23 minutos, que Gundogan bateu e deixou tudo igual. O gol acabou sendo maravilhoso para o Borussia, que era melhor, mas não conseguia criar grandes chances, enquanto que o Bayern mesmo que mais recuado levava perigo ao gol de Weidenfeller.

Satisfeito com o empate o Borussia voltou a se retrair e o Bayern que não queria perder mais uma final de Champions League retomou o controle da partida e da posse de bola. Sempre buscando Robben ou Ribéry, o Bayern era muito perigoso no ataque e contava com uma atuação instável de Hummels que errou em alguns lances. E o castigo veio ao Borussia aos 49 minutos do segundo tempo, em um lance confuso, Ribéry deixou para Robben que veio de trás, limpou o marcador e deu um toque sutil na saída de Weidenfeller, que não conseguiu evitar, dando o quinto título europeu da história do Bayern (o Bayern havia sido campeão nas temporadas 1973-74, 1974-75, 2000-01 e 2012-13).
Robben comemora o gol do título do Bayern de Munique.
O Bayern terá Gaudiola para a próxima temporada que já pega um time campeão de tudo, sua missão: manter o Bayern no topo e ganhar tudo na próxima temporada de novo, já o Dortmund está no caminho certo, se reestruturou depois da quase falência e montou um bom time. É lógico que irá perder algumas peças, mas se manter a base pode brigar no ano que vem também.

Grande Abraço !!!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Vídeopost – Especial final Champions League

Na primeira parte do vídeopost analiso o Borussia Dortmund. Devido a alguns problemas, colocarei só o link dos vídeos. Abaixo tem o provável desenho tático do Borussia para essa final.

Parte I
Clique Aqui

O 4-2-3-1 é muito forte ofensivamente, porém a ausência de Gotze pode atrapalhar muito para a Final.

Já a segunda parte é uma analise do Bayern de Munique. Abaixo o provável desenho tático do Bayern para essa final.


Parte II

O Bayern também adota o 4-2-3-1, que tem como principais características a compactação defensiva e a velocidade nos contra-ataques. 
Grande Abraço !!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Corinthians 1 x 1 Boca Juniors – Sonho do bicampeonato sucumbe a arbitragem e ao copeiro Boca.


A missão não era fácil. Reverter um placar adverso contra o Boca Juniors é uma tarefa que ao longo dos anos se mostra quase impossível para clubes brasileiros, que dos 16 confrontos contra o Boca em mata-mata de Libertadores, só em 3 deles os clubes brasileiros conseguiram avançar e para dificultar ainda mais a missão corintiana, o arbitro Carlos Amarilla teve papel fundamental na eliminação dos atuais campeões.

O Corinthians foi a campo no seu costumeiro 4-2-3-1, com Paulinho tendo bastante liberdade, Ralf como responsável pela marcação em Riquelme, os laterais subindo bastante ao ataque, Danilo centralizado armando o time e os pontas bem agudos encostando em Guerreiro que era o centroavante.

Já o experiente técnico Carlos Bianchi, também optou pelo 4-2-3-1 para o Boca, mas com características mais defensivas com Somoza responsável por Danilo e Erviti pelos avanços de Paulinho. Os laterais não avançavam tanto, os pontas tinham função de acompanhar os laterais corintianos, Riquelme foi um enganche na armação sem função de marcar e Blandi o único atacante. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo no Pacaembu. 
4-2-3-1 do Boca foi superior ao usado pelo Corinthians. Não deu espaços para os brasileiros e soube comandar o jogo quando foi preciso. 
O inicio fulminante que se esperava do Corinthians não aconteceu, muito pelo esquema armado por Carlos Biachi, que anulou Paulinho, Danilo e os avanços dos laterais e também pela força que o Corinthians demonstrou contra o Santos no domingo e não demonstrou nesse jogo, deixando o Boca comandar os primeiros 25 minutos, quando saiu o gol de Riquelme em um lance de sorte e a partir daí, os donos da casa tinham que fazer 3 gols para se classificarem.
Riquelme comemora seu gol com os companheiros.
Depois do gol sofrido o Corinthians tentou se impor, passou para o 4-1-4-1 com Paulinho mais avançado na linha de 4, mas pecava na criação das jogadas (Danilo não fez um bom jogo e com isso a armação das jogadas praticamente não existia) e ainda contava com a atuação, digamos, infeliz de Amarilla, que não deu um pênalti claro de Marín e anulou um gol de Romarinho dando um impedimento, sendo que o atacante corintiano estava claramente atrás do ultimo defensor do Boca. Com esses erros de arbitragem, a falta de criação do Corinthians e a ótimo postura adotada pelo Boca no começo do jogo, o primeiro tempo acabou 1 a 0 para os visitantes.

Precisando ser mais ofensivo, Tite mudou o Corinthians no intervalo, tirando Alessandro e Romarinho, colocando Edenilson e Pato. Com isso, o time o time passou praticamente para o 4-3-3, com Paulinho e Danilo como meias, Emerson e Pato como atacantes de lado e Guerrero centralizado invertendo com Pato. E as mudanças deram certo, o Corinthians voltou diferente, sufocando o Boca no campo de ataque e logo aos 5 minutos, Paulinho de cabeça deixou o dele e colocou fogo na torcida.

Aí quando os donos da casa davam sinais de reação, o arbitro Carlos Amarilla entrou em ação mais uma vez, anulando o gol de Paulinho alegando outro impedimento, que de novo não houve. Esse erro deu um banho de agua fria no Corinthians, que deu uma diminuída no ritmo e com isso o Boca cresceu mais uma vez, sempre apostando nos contra-ataques. Bianchi tirou Riquelme e Erbes, colocando Viatri para dar velocidade nos contra-ataques e Bravo para marcar mais. Tite também mexeu, tirando Danilo que não fez uma boa partida e colocando Douglas para dar um pouco mais de qualidade no ultimo passe. Abaixo como ficaram as equipes após as alterações.
O Corinthians passou para o 4-3-3 bem ofensivo e o Boca explorava os contra-ataques no 4-4-1-1.
Com as mudanças o Boca passou para o 4-4-1-1, mexendo no esquema, mas mantendo a postura, com Somoza colado em Douglas e Ervite sempre em Paulinho. No Corinthians, Pato deu mais qualidade e movimentação no ataque, mas o time ainda pecava muito na criação, que naquele momento passou a ser bola na área pra ver  o que acontece.

Os donos da casa ainda tiveram um pênalti claro em Emerson não marcado e desperdiçaram outras tantas chances de gols e ainda teve que ver o Boca, que até então tinha o Corinthians engasgado depois da final do ano passado, virar esse jogo e derrubar os atuais campeões do Mundo nas oitavas de finais.

Para o Corinthians resta agora lutar pelo título Paulista contra o Santos no domingo. É verdade que o time não é mais o mesmo do ano passado, o motivo: poder ser mudança nas características dos jogadores, a falta de “tesão” em ganhar tudo como foi no ano passado, ou qualquer outro, mas  o fato é que algumas mudanças tem que acontecer para esse time não se acomode ainda mais. Já o Boca agora enfrenta o Newells pelas quartas de finais e quem passar pega o vencedor do duelo entra Atlético-MG x Tijuana.

Grande Abraço !!!







terça-feira, 14 de maio de 2013

Felipão convoca grupo jovem para a Copa das Confederações.


Hoje o técnico da Seleção Brasileira, Felipão, divulgou os 23 jogadores que irão defender o Brasil na Copa das Confederações, que começa no mês que vem e serve como torneio preparatório para a Copa do Mundo de 2014, a grande obsessão dos brasileiros.

Para a seleção brasileira, esse torneio é de fundamental importância, pois o Brasil não disputa um jogo oficial desde a Copa América de 2011, quando Mano Menezes ainda era o técnico e com isso, os jogos do Brasil se restringem apenas a amistosos, que são na maioria contra seleções de pequeno e médio porte, tendo poucos jogos contra seleções que são campeãs do Mundo e que realmente acrescentam mais dificuldades.

Felipão convocou nomes que já eram esperados para a seleção, como nos casos de Neymar, Lucas, Fred, entre outros. Mas ao mesmo tempo, deixou de fora jogadores como Ronaldinho Gaúcho, que era nome certo para essa convocação devido ao grande futebol que vem apresentando no Atlético-MG e Kaká, que já não vinha sendo chamado com grande frequência, mas por sua experiência também tinha uma convocação um pouco esperada, tendo como grande surpresa para essa convocação Bernard, do Atlético-MG e Jadson do São Paulo.

Com esses nomes certos, os jogadores que ficaram de fora e as surpresas que apareceram, ficou claro que Felipão quer um time novo, que tenha essa vontade de ganhar e que peguem experiência na Copa das Confederações, para que na Copa do Mundo, consigam sentir menos essa pressão (somente 4 jogadores do elenco já disputaram uma Copa do Mundo).

Na minha escalação sobre o provável time, Paulinho seria o volante que sai para o jogo (mesma função que exerce no Corinthians), Bernard estraria no lugar de Oscar e ficaria aberto pela esquerda (função que ele desenvolve muito bem no galo), explorando as jogadas em velocidade, sempre trazendo a bola por dentro e Lucas jogaria aberto pela direita explorando a jogada individual e a linha de fundo. Neymar seria o enganche do time (jogador responsável pela ligação do meio e ataque), tendo liberdade para cair pelos lados e encostar-se a Fred no ataque. Já a parte defensiva, Dante e Thiago Silva são os dois melhores zagueiros do Brasil no momento e os laterais Marcelo e Daniel Alves teriam liberdade de apoio, mas sempre resguardando para não tomar bola nas costas. Abaixo o provável 4-4-1-1 com muita velocidade e mobilidade no ataque.
O 4-4-1-1 teria muita dinâmica, velocidade e ofensividade, mas para não sofrer na parte defensiva, é essencial os meias pelos lados do campo voltarem para marcar. 
No 4-2-3-1 provável, a seleção fica mais compacta, menos exposta defensivamente e perde um pouco de velocidade, mas ganha na criação das jogadas. No meu 4-2-3-1, poderia ter Hernanes como volante de saída, encostando em Neymar, que ficaria na ponta esquerda sendo bem agudo e também podendo cair por dentro, Oscar centralizado, responsável pela criação das jogadas, por encostar em Fred no ataque e também com liberdade para cair pelos lados e Lucas na ponta direita, sempre explorando os lances individuais e buscando a linha de fundo, com Fred como centroavante. Na parte defensiva, segue os mesmos defensores e Fernando como volante de contenção. Abaixo o provável 4-2-3-1.
No 4-2-3-1 a seleção perderia em velocidade, mas ganharia em compactação e criação no meio-campo.
Achei que a lista foi coerente ao que se esperava. É claro que alguns nomes sempre vão ser questionados como em todas as convocações, mas no geral é o melhor que temos no momento. Cabe à comissão técnica saber transformar esse grupo em vencedor e cabe aos jogadores, comprometimento com o trabalho e muita vontade de vencer um campeonato onde haverá tanta pressão e cobrança por título.

Grande Abraço !!!





segunda-feira, 13 de maio de 2013

Corinthians 2 x 1 Santos – Vantagem pequena preocupa para domingo, mas erros no fim do jogo preocupam para quarta.


O gol sofrido pelo Corinthians aos 37 minutos do segundo tempo quando o time tinha 2 a 0 de vantagem no placar, é um alerta para o jogo de quarta contra o Boca, quando o time precisa vencer por dois gols de diferença para avançar.

As maiores preocupações para o Corinthians é a perda de muitos gols, a acomodação após fazer o segundo gol com Paulo André aos 35 minutos do segundo tempo e a queda física na parte final do jogo, quando o time não conseguia mais impor seu ritmo, deixando o Santos crescer na partida nos momentos finais.

Mas, também houve alguns pontos fortes que dão esperança ao Corinthians: um ponto positivo foi a mudança de Tite colocando Danilo centralizado, Emerson na ponta esquerda e Romarinho, dando mais força ao ataque e principalmente para Paulinho, que com Danilo centralizado chega mais ao ataque, pois o meia prende mais a bola do que Sheik, dando tempo para o volante subir ao ataque e quando sobe ao ataque. Outro ponto positivo foi Paulinho, que voltou a fazer uma bela atuação, diferente das outras partidas em que o volante pouco parecia para o jogo. Podemos destacar também a pressão que o Corinthians impôs ao Santos principalmente no primeiro tempo, quando o time santista praticamente não chegou ao ataque e Neymar foi anulado durante boa parte do jogo.
Neymar foi muito bem marcado durante boa parte do jogo e Paulinho foi autor de um gol do Corinthians.
Já para o Santos o resultado pode ser considerado bom. O time que passou pelas quartas e pela semifinal no pênalti, mais uma vez não fez uma boa atuação, aliás, isso ainda não aconteceu nesse ano, mesmo com as contratações de Montillo e Marcos Assunção e com o talento de Neymar no elenco.

O craque argentino que foi a maior contratação da história do Santos, ainda não rendeu o que se espera dele e não participou do primeiro jogo da final por estar machucado. Já Neymar, parece um pouco exausto com a desgastante temporada que vem tendo tanto no clube, quanto na seleção e especula-se também que Neymar esteja fazendo seus últimos jogos no time brasileiro. No caso de Assunção que atuou no 4-4-1-1 de Muricy deste domingo, convive com contusões e com atuações abaixo do que vinha fazendo no Palmeiras. 


Em relação a Muricy, que chegou a ser considerado o melhor técnico do Brasil entre 2006 e 2010, não consegue o mesmo sucesso no Santos nesses últimos jogos, vendo Cuca, por exemplo, ter um trabalho muito melhor que o seu . O time não tem um padrão de jogo definido (em alguns momentos o técnico adota o 4-2-3-1, em outros o 3-5-2 e agora o 4-4-1-1) e não apresenta a mesma força tática que Atlético-MG e Corinthians, que são intensos e compactos.

O Santos desse domingo jogou no 4-4-1-1 com Rene Jr e Marcos Assunção como volantes, Arouca um pouco mais aberto pela meia direita e Cícero pela meia esquerda, ambos não conseguiram auxiliar Neymar na marcação e Miralles no ataque como centroavante também não teve boa participação. Abaixo o desenho tático da primeira etapa.
O 4-2-3-1 do Corinthians engoliu o 4-4-1-1 do Santos no primeiro tempo, mas o desperdício de gols e a acomodação no fim do jogo, permitiram ao Santos sonhar com o título jogando em casa.
Grande Abraço !!!




quinta-feira, 9 de maio de 2013

Atlético Mineiro 4 x 1 São Paulo – Atropelamento em Minas mostra galo no caminho certo, já São Paulo precisa de mudanças.


A missão era muito difícil para o São Paulo, que jogava contra um embalado Atlético-MG dentro do Independência, onde o galo é imbatível e não podia contar com talvez seu melhor jogador no momento, Osvaldo, que ainda se recupera de uma lesão na região do quadril sofrida no clássico contra o Corinthians.

O galo que tinha força máxima foi a campo no costumeiro 4-2-3-1, com Pierre e Leandro Donizete como volantes, uma linha de três, composta por Ronaldinho Gaúcho centralizado, Tardelli pela ponta direita e Bernard na esquerda trocando de posição o tempo todo em uma movimentação intensa e sempre voltando para acompanhar as subidas dos laterais e Jô como referencia também voltando para marcar.

Já o São Paulo de Ney Franco que também estava no 4-2-3-1, tinha Wellington e Denílson como volantes. Na armação, Ganso mais centralizado e Jadson caindo um pouco mais pela esquerda e fechando a linha de três, Douglas na ponta direita tentando ser agudo. Luís Fabiano era o centroavante. Abaixo o desenho tático da primeira etapa.
A intensidade imposta pelo 4-2-3-1 do Atlético-MG acabou com qualquer chance do São Paulo.
A classificação do galo começou a ser desenhada ainda no jogo de ida no Morumbi, onde o time contou com várias falhas individuais do São Paulo, como por exemplo a expulsão de Lúcio quando o tricolor paulista ganhava o jogo, para virar a partida e ir para o jogo da volta com uma grande vantagem.

Nos 4 duelos entre as duas equipes ficou claro que o Atlético-MG era superior ao São Paulo por vários motivos. O time mineiro é mais compactado, rápido, entrosado e intenso o tempo todo, enquanto o São Paulo é muito lento, principalmente no meio-campo (ainda mais nesse jogo que não pôde contar com seu jogador que dá o ritmo ao time) e também sofre com a defesa fraca e as poucas opções nas laterais. 

Em um campo menor como o Independência a tendência é o jogo ser mais pelos lados do campo, já que o meio fica muito congestionado e realmente ficou, principalmente pelas marcações dos volantes das duas equipes. Enquanto no galo Pierre marcava Ganso e Leandro Donizete marcava Jadson, no São Paulo, Wellington colou em Ronaldinho Gaúcho e Denílson ajudava na marcação de Bernard. Com isso, o domínio das pontas seria fundamental para determinar a vitória e foi ali que o galo ganhou, com o incansável Bernard, o rápido Tardelli e o artilheiro Jô.

Em um campo menor como o Independência a tendência é o jogo ser mais pelos lados do campo, já que o meio fica muito congestionado e realmente ficou, principalmente pelas marcações dos volantes das duas equipes. Enquanto no galo Pierre marcava Ganso e Leandro Donizete marcava Jadson, no São Paulo, Wellington colou em Ronaldinho Gaúcho e Denílson ajudava na marcação de Bernard. Com isso, o domínio das pontas seria fundamental para determinar a vitória e foi ali que o galo ganhou, com o incansável Bernard, o rápido Tardelli e o artilheiro Jô. Foi pelas pontas que nasceu as jogadas do primeiro, segundo e quarto gol do Atlético-MG, sendo que o terceiro foi em um erro de Rafael Tolói, que recuou errado para Rogério Ceni.
Tardelli foi um dos melhores em campo e fez o terceiro gol do galo. 
O Atlético-MG está no caminho certo para conquistar a América pela primeira vez. Tem um time muito bem encaixado e usa o fator casa como poucos. Se mantiver o ritmo que teve nesse jogo contra o São Paulo, não vejo adversário para o galo nesse momento da Libertadores. Já no São Paulo, acho que a mudança de técnico seria muito ruim para o time, o que tem que mudar é o elenco, que carece te jogadores em algumas posições e desde que o Lucas saiu, não conseguiu repor essa peça importantíssima para o clube. Está na hora da diretoria parar de falar e começar a agir, trazendo nomes que realmente ajudem o São Paulo para o resto da temporada e dando apoio a Ney Franco, que já mostrou ser bom técnico.

Grande Abraço !!! 



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Chelsea 2 x 2 Tottenham – Equilíbrio na tabela refletido no campo.


O jogo valia muito mais do que os três pontos, valia também a classificação para a próxima Champions League (no caso do Chelsea) e a esperança de ainda poder lutar pela mesma classificação (no caso do Tottenham que está 6 pontos atrás do Chelsea na disputa pela ultima vaga), por isso, talvez o único jogo que valesse alguma coisa nessa rodada ganhou ares decisivos e o equilíbrio que ambos os times estão apresentando na tabela, foi refletido em campo.

O Chelsea de Rafa Benitez que está na final da Liga Europa foi a campo no costumeiro 4-2-3-1, com David Luiz como primeiro volante mais de marcação, mas também saindo bastante ao ataque e Ramires como o volante de saída. A linha de três tinha Mata centralizado organizando o jogo, Oscar pela ponta direita também com funções de armação, mas sempre finalizando bem as jogadas e Hazard na ponta esquerda buscando as jogadas de diagonal e individual. Fernando Torres era o centroavante.

Já o Tottenham quem tem como técnico o ex-comandante do Chelsea, André Villas-Boas, também usou seu costumeiro 4-2-3-1, com Huddlestone como primeiro volante com funções de marcação e Parker como volante de saída. A linha de três tinha Holtby centralizado, Bale pela ponta esquerda buscando o corte pra dentro para finalizar e as vezes centralizava também e Lennon na ponta direita, explorando a linha de fundo. Adebayor era a referencia no ataque. Abaixo o desenho tático da primeira etapa.
Com esquemas iguais, Chelsea levou vantagem com a maior movimentação de seus meias, mas acabou vacilando e sofrendo o empate.
A maior posse de bola do Tottenham na primeira etapa se concentrava demais no meio-campo, sofrendo com a falta de criatividade de Holtby, que ficava muito parado e com os dois pontas sendo anulados por Cole e Azpilicueta. Com isso, a bola não chegava em Adebayor e o time não conseguia finalizar a gol, diferente do Chelsea que era mais preciso quando tinha a bola no pé e contava com a intensa mobilidade de Oscar, Mata e Hazard, além da presença surpresa de Ramires que vinha de trás com muito perigo, para confundir a zaga do Tottenham.

O primeiro gol do jogo marcado por Oscar aos 11 minutos do primeiro tempo apresentou outra arma forte dos donos da casa: a jogada pelo alto (o Chelsea é o time que mais faz gol de cabeça na Premier League), após uma cobrança de escanteio de Mata, Cahill escorou para trás e Oscar livre só empurrou para o fundo do gol.

Com dificuldades para armar o jogo, e com seus meias sendo facilmente anulados, os visitantes utilizaram o contra-ataque para empatar a partida. Adebayor arrancou em contra-ataque aos 26 minutos da primeira etapa e deu um belo tapa na bola para vencer Cech, que só ficou olhando. 

Já aos 39 minutos do primeiro tempo, Fernando Torres que não marca gol pela Premier League desde dezembro do ano passado, fez boa jogada pela ponta direita e deu belo passe para Ramires, que vindo de trás entrou sem marcação na zaga do Tottenham e deu a vantagem ao Chelsea na primeira etapa.
Ramires comemora seu gol.
No segundo tempo o Chelsea deu uma caída em seu ritmo, já não conseguia levar tanto perigo ao gol de Lloris e ainda viu o Tottenham crescer mais no jogo. O trio de meia do Chelsea não conseguia a mesma efetividade da primeira etapa e viu Bale conduzir o avanço do rival.

O gol de empate do Tottenham marcado aos 34 minutos por Sigurdsson após um lindo toque de letra de Adebayor, deixou os visitantes satisfeitos e os donos da casa que ainda criaram algumas chances, também não fizeram muito esforço para ir em busca da vitória e o empate prevaleceu até o fim do jogo.

Faltam ainda 2 jogos para acabar a Premier League e o Chelsea está em 3° lugar com 69 pontos, contra os 66 do Tottenham que é o 5° colocado. Para o Chelsea, basta o time vencer o próximo compromisso que garante sua vaga e para o Tottenham, o time em que ganhar os dois últimos jogos e torcer para que o Chelsea perca suas partidas para conseguir a vaga para a Champions League.

Grande Abraço !!! 




terça-feira, 7 de maio de 2013

Um pouco mais de tática - A compactação ofensiva.


Compactação está na moda no futebol. Vire e mexe a gente escuta “Tal time é muito compactado” e isso é uma qualidade no futebol moderno, em que a luta por espaços no campo está cada vez maior e jogando compactado, diminui os espaços no caso defensivo e ajuda a manter a posse de bola no caso ofensivo, que é justamente o caso que a gente vai analisar hoje.

A compactação ofensiva duas divisões. A primeira é tendo a bola como referencia da compactação e a segunda é tendo o espaço de jogo como referencia para essa compactação. Explicarei esses dois casos com vídeos e mostrarei e falarei dos prós e contras dessas duas referencias.

COMPACTAÇÃO OFENSIVA – BOLA COMO REFERENCIA.

Nesse caso a bola é a referencia (usarei o esquema 4-4-2 para explicar melhor) de onde as linhas (defesa, meio e ataque) deverão estar posicionadas. No exemplo que darei, a bola começará com a defesa, em um posicionamento normal de saída de jogo, já no outro quadro, a bola estará com um jogador de meio um pouco mais a frente da linha do meio-campo, com isso, a linha da defesa sobe (sempre buscando estar a uma distancia de 15 a 20 metros entre a linha de defesa e a de meio-campo), a linha do meio-campo avança um pouco e a linha de ataque também avança.

É importante manter essa distancia entre as duas primeiras linhas para que não fiquem muito próximos e para que caso a defesa precise servir de opção de passe, passam a servir e ao mesmo tempo, não correm o risco de contra-ataque, pois estão em uma distancia segura. Abaixo o vídeo mostrando o momento em que a bola está com a defesa e o avanço das linhas no momento em que a bola avança no campo.
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É importante manter essa distancia entre as duas primeiras linhas para que não fiquem muito próximos e para que caso a defesa precise servir de opção de passe, passam a servir e ao mesmo tempo, não correm o risco de contra-ataque, pois estão em uma distancia segura.

Quando a bola avança um pouco mais, a defesa também avança, sempre tentando manter a distancia em relação à bola.

COMPACTAÇÃO OFENSIVA – ESPAÇO COMO REFERENCIA.

No caso do espaço como referencia, o time usa determinado ponto do campo para marcar a referencia das linhas. Nesse exemplo usarei a linha do meio-campo como referencia, a bola sairá do goleiro em um posicionamento normal de saída de jogo, e após a bola cruzar a linha do meio-campo (independente de onde ela estiver após o meio-campo) a defesa avança até a linha central do campo, com isso, empurra a linha de meio-campo e de ataque para frente.

Quando a compactação for a linha central, a linha da defesa será alta, obrigando os meias e os atacantes a subirem um pouco mais. Abaixo o vídeo mostrando o momento em que as linhas avançam após a bola passar do meio campo.
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PRÓS E CONTRAS DAS DUAS LINHAS.

Com a bola de referencia a equipe não ganha muito em profundidade, mas tem uma linha de segurança defensiva, evitando assim os contra-ataques e também um bom apoio no passe quando o companheiro estiver pressionado.

Já no caso do espaço como referencia a equipe empurra os adversários para trás e ganha bastante em profundidade, mas fica muito exposta atrás, principalmente nos casos de contra-ataques.

Espero que vocês tenham gostado. É um post bem simples explicando os casos de compactação ofensiva para quem ainda não conhece entender um pouco mais de futebol e de como seu time joga. O próximo post dessa série irá analisar os tipos de marcação.

Grande Abraço !!!




sexta-feira, 3 de maio de 2013

São Paulo 1 x 2 Atlético Mineiro – Expulsão prejudica intensidade e vitória do São Paulo.


A expulsão de Lúcio aos 36 minutos da primeira etapa prejudicou demais o plano de jogo do São Paulo, que até aquele momento vencia a partida com um gol de Jadson aos 9 minutos de jogo e tinha o controle do jogo, impondo grande intensidade com os três meias (Jadson, Ganso e Osvaldo) e tentando uma vitória com mais gols de diferença, para que a volta no Independência fosse mais tranquila.

Só a vitória importava ao São Paulo e Ney Franco mandou a campo o time no costumeiro 4-2-3-1 com Wellington de primeiro volante colado em Gaúcho e Denílson como um volante mais de saída. O meio era composto por Ganso centralizado e encostando bastante no atacante, Jadson como um meia mais pelo lado esquerdo, com a função de buscar a diagonal, de centralizar e de acompanhar as subidas de Marcos Rocha e Osvaldo pela ponta direita mais como um ponta bem espetado. De centroavante, Aloisio que não ficava só fixo na área, também saía para abrir espaços para os meias vindos de trás. 


Já o galo de Cuca também estava no 4-2-3-1, só que com funções mais defensivas no começo do jogo, mas sempre apostando no trio do meio-campo. Pierre era o primeiro volante mais fixo em Ganso e Leandro Donizete era o segundo volante, mas sem sair tanto quanto de costume. A linha de três do meio-campo do galo é o ponto forte do time, com Ronaldinho Gaúcho centralizado com liberdade de movimentação, assim como Bernard na ponta esquerda e Tardelli na ponta direita, os três tem total liberdade e imprimem muita velocidade no ataque. Jô é o centroavante, mas saindo bastante da área. Abaixo o desenho tático dos times na primeira etapa.

Ambos os times jogaram no 4-2-3-1, que tinha a intensidade do São Paulo ditando o ritmo até a expulsão de Lúcio.
O tricolor paulista começou com um ritmo alucinante, assim como no duelo decisivo da fase de grupos no Morumbi, explorando os lados do campo com o rápido Osvaldo e tendo Ganso e Jadson muito bem, ambos entrando na área, como na jogada do primeiro gol e com bastante movimentação. Ney Franco também anulava as jogadas do galo mineiro, com Wellington colado em Ronaldinho Gaúcho, Paulo Miranda acompanhando Bernard e Carleto fazendo boa marcação em Tardelli, com isso, a bola não chegava até Jô e as jogadas dos visitantes eram sem perigo.


Quando o Atlético começava a crescer no jogo e a ganhar terreno no campo adversário, veio o lance juvenil de Lúcio, que deu uma entrada violenta em Bernard e acabou expulso. Com a expulsão o galo foi pra cima e 6 minutos após a expulsão, Bernard cobrou escanteio na medida para Ronaldinho Gaúcho de cabeça, que não é seu forte, empatou o jogo e deixou a situação complicada para os donos da casa que ainda teriam o segundo tempo inteiro com um jogador a menos.   
Ronaldinho Gaúcho comemora seu gol no Morumbi.
Com um a mais durante toda a segunda etapa, passou a ser questão de tempo para que o Atlético virasse o jogo. O time começou a segunda etapa “cozinhando” o São Paulo, trocando passes perto da área do tricolor paulista e esperando o melhor momento para dar o bote e esse momento chegou aos 14 minutos do segundo tempo, quando Marcos Rocha deu belo passe para Tardelli invadir a área e chutar sem chances para Rogério Ceni.

Após a virada o time de Cuca ainda seguiu com o controle do jogo e o São Paulo que tinha um 4-4-1 com Ganso sendo o homem mais avançado, conseguia chegar esporadicamente ao campo de ataque, mas quase sempre sem perigo ao gol de Victor, a não ser em um lance com Osvaldo já no fim de jogo, que se aproveitou de um vacilo da zaga atleticana e quase conseguiu um empate que naquele momento seria uma vitória pelas circunstancias. Mas, o São Paulo também não pode reclamar muito, pois já nos acréscimos o Atlético saiu em contra-ataque e na hora de Luan passar para Rosinei sozinho fazer o gol, o camisa 27 errou e o jogo acabou em 2 a 1.

A volta será na semana que vem no estádio Independência em Minas Gerais e o Atlético pode perder por até 1 gol que ainda fica com a vaga, já o São Paulo terá que partir pra cima e contará com a volta de Luís Fabiano para tentar essa missão dificílima. Vale lembrar que o galo ainda não perdeu no Independência após sua reabertura.

Grande Abraço !!!




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Barcelona 0 x 3 Bayern de Munique – Mais um massacre alemão.


A torcida que acreditava em uma missão impossível antes do jogo apostando suas fichas no melhor do mundo, logo viu que seria mais do que impossível reverter uma vantagem de 4 gols dos alemães, pois Messi ainda machucado, nem sequer entrou em campo e talvez foi melhor assim, porque o que se viu foi mais uma aula do Bayern, agora em pleno Camp Nou, como há muito tempo não acontecia.

Os bávaros engoliram o Barcelona mais uma vez, mostrando a mesma intensidade, consciência tática e solidez defensiva que no jogo da ida em Munique. Mais uma vez impressionou a obediência tática de Robben e Ribéry, que acompanharam os laterais do Barça, impedindo assim as jogadas pelos lados do campo onde o Barcelona é sempre forte.

Tito Vilanova manteve o 4-3-3 com algumas mudanças em relação ao jogo da ida na Alemanha. Song entrou no lugar do machucado Busquets como volante próximos aos zagueiros, Xavi como meia direita e Iniesta como meia esquerda avançando mais quase como ponta, fecharam o meio-campo. No ataque, Pedro era o ponta esquerda em diagonal, Fàbregas entrou no lugar de Messi mais centralizado, recuando para Villa que era o ponta direita, centralizar mais e jogar como referencia.

No Bayern, Jupp Heynckes usou o 4-2-3-1 que se encaixou perfeitamente aos jogadores da equipe. Javi Martinez era o primeiro volante mais de combate e Schweinsteiger era o segundo de saída, encostando em Muller e fazendo o papel de armação do time. A linha de três tinha Robben na ponta direita buscando a diagonal e também voltando para marcar as subidas de Adriano, Ribéry na ponta esquerda com as mesmas funções que Robben e acompanhando as subidas de Daniel Alves e Muller centralizado, encostando em Mandzukic para fazer um segundo atacante. O croata Mandzukic era o centroavante referencia. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo.
Barcelona no 4-3-3 foi inferior taticamente e tecnicamente ao 4-2-3-1 do Bayern de Munique.
O jogo foi muito parecido com o duelo em Munique na semana passada, com o Barcelona mantendo a maior posse de bola (58% contra 42% do Bayern), mas com o Bayern criando as melhores chances e marcando os gols. Outros pontos parecidos com o jogo de ida foram a falta de movimentação do time catalão (em vários momentos a equipe ficava estática em campo), Xavi e Iniesta também não estavam em um grande dia mais uma vez e foram facilmente anulados por Martinez e Schweinsteiger (quando os dois não estão bem o time fica sem criatividade no meio-campo, passando a depender de uma jogada individual de algum jogador e esse jogador que poderia ser Messi não atuou) e o trio de ataque não se entendeu (afunilavam demais o jogo, congestionando o meio da defesa alemã, quando no auge da “era Guardiola” o time abria o campo, para justamente haver as infiltrações em diagonal).

Já o Beyern manteve sua postura e soube jogar com muita frieza e personalidade no Camp Nou. O time não tinha a posse de bola, mas também não deixava o Barcelona criar grandes chances e quando recuperava a bola, saía rápido em contra-ataques quase sempre puxados por Robben e Ribéry e que levavam perigo à meta do goleiro Valdes. As duas linhas de quarto jogadores compostas por defensores, volantes e os pontas recuando, deixando só Muller e Mandzukic para dar o combate na saída de bola do Barcelona, dificultou os donos da casa e fez o Bayern ganhar terreno no campo adversário.
Jogadores alemães comemoram a classificação em pleno Camp Nou.
Os gols marcados na segunda etapa por Robben aos 3 minutos, Piqué contra aos 27 minutos e Muller aos 31 minutos, decretaram mais um massacre alemão ao inoperante Barcelona, que não foi nem sombra daquele time que encantou o Mundo com Pep Guardiola e Lionel Messi. Para a próxima temporada Tito Vilanova terá muito trabalho, pois talvez seja a hora de mudar o esquema tático, ou mudar alguns jogadores para voltar a encantar o Mundo.

Já os finalistas terão o Borussia Dortmund na final da Champions em Wembley. Primeira vez que a final da Champions League é totalmente alemã. Será um grande confronto, colocando frente a frente os dois melhores times da competição. Acho que o Bayern é mais favorito ao título do que o Dortmund, mas esse favoritismo pode atrapalhar e o Borussia não tem nada a perder.

OBS: O blog fará um cobertura especial dessa final, com vídeopost mostrando os pontos fortes e fracos do finalistas e uma prévia de como os times deverão atuar no dia 25/04, além do post analisando como foi essa final inédita. 

Grande Abraço !!!