domingo, 26 de outubro de 2014

Manchester United 1 x 1 Chelsea – Visitantes pagam caro pelo pouco apetite em matar o jogo contra o United que lutou até o fim.

Correria e marcação. É assim que podemos definir o primeiro tempo do clássico entre United x Chelsea. Não poderia ser diferente, já que ambos os técnicos são grandes estrategistas, mas nesse caso as estratégias acabaram travando um pouco o jogo nos 45 minutos inicial, deixando o jogo mais pegado e menos jogado.

Por exemplo, no caso do United de Van Gaal, que começou o jogo no 4-1-4-1, Blind e Fellaini faziam quase que uma marcação individual em Oscar e Fàbregas respectivamente, não deixando os principais nomes no setor de criação visitante com liberdade para municiar Drogba, com isso, Hazard e Willian ficaram muito sobrecarregados e quando partiam para o lance individual, esbarravam na forte marcação do United.

Ofensivamente os Red devils tinha a variação para o 4-1-3-2, com Fellaini avançando e fazendo um segundo atacante junto com Van Persie. Mata então centralizava, com Januzaj como winger pela esquerda e Dí Maria pela direita que tinham a responsabilidade de serem bem agudos para impedir as subidas do ofensivo lateral Filipe Luis pela esquerda e obrigar o recuo para auxiliar na marcação de Willian pela direita.


No Chelsea, Mourinho não contava com Diego Costa (machucado) e Azpilicueta (suspenso). Esses desfalques fez o time perder um pouco sua característica ofensiva, já que Diego Costa é artilheiro do time e Azpilicueta equilibra as ações ofensivas pelo lado direito, auxiliando Willian. Sem esses dois jogadores, Filipe Luis ficou como único lateral que avança, já que Ivanovic é um zagueiro improvisado de lateral e no ataque, Drogba ficava mais parado, não ajudando tanto o meio campo e ficando praticamente só de uma jogada aérea. Abaixo, o desenho tático dos times no primeiro tempo.
Van Gaal travou Mourinho com Blind e Fellaini não deixando seus meias de criação jogarem, mas não conseguiu tanto sucesso ofensivo, fazendo com que o jogo ficasse com mais faltas e menos chances de gols.
No primeiro tempo os visitantes ficaram mais com a posse de bola; porém, com todas essas estratégias de Van Gaal para anular o setor criativo do Chelsea, praticamente o time inglês só chegava em algumas poucas jogadas individuais que davam certo de seus pontas, ou nas falhas de Smalling e Rojo, (que são laterais e tiveram que jogar como zagueiros) como no lance em que Willian aproveitou o corte ruim de Rojo e tocou para Drogba que perdeu o gol (que são laterais e tiveram que jogar como zagueiros). No United, Mata também não conseguiu criar muito, o que acabou fazendo com que o time ficasse mais dependente de Januzaj e Dí Maria que não fizeram um bom primeiro tempo, mas, apesar disso, o time foi quem mais criou bons lances.

O segundo tempo começou com os dois times dispostos a buscar mais o jogo. O United teve a inversão de lado entre Dí Maria e Januzaj, tentando ser mais agudo, mas o que mudou e fez a diferença foi a postura do Chelsea, que teve mais movimentação, a bola mais perto do gol adversário, Fàbregas e o trio de meias se movimentando mais e deu certo. Aos 7 minutos, após escanteio da esquerda, Drogba se adiante na primeira trave e abre o placar para os visitantes, coroando a mudança de mentalidade dos blues.
Drogba se antecipa a Rafael para abrir o placar para os visitantes.
Após o gol veio o pecado de Mourinho. Tirou Oscar, que tinha cartão e colocou Mikel em seu lugar, liberando mais Fàbregas para ocupar o lugar de Oscar. Porém, essa substituição combinado com o apoio da torcida, fez com que o United crescesse no jogo e passasse a ocupar mais o campo ofensivo. O Chelsea passou a explorar mais o contra-ataque, mas essas situações não foram bem aproveitadas pelo time e mesmo inferior ao Chelsea em boa parte do jogo, o gol de empate já era merecido ao United.

Com Hazard e Willian já cansados para os contra-ataques, Mourinho lançou Shurrle para dar mais velocidade no contragolpe e Zouma para fechar quase que uma linha com 5 defensores. Isso tudo ocorreu já nos últimos minutos de jogo. Só que Mourinho acabou pagando caro por recuar tanto invés de continuar jogando de igual para igual e aos 48 minutos do segundo tempo, após cruzamento de Dí Maria pela esquerda, a bola sobrou no pé do artilheiro Van Persie, que deu números finais ao jogo, em um empate justo em Manchester.

Os números finais mostram um equilíbrio na Posse de bola com 50% para os times e o United finalizando mais ao gol: 19 contra 9 do Chelsea.

Grande Abraço!!!

Real Madrid 3 x 1 Barcelona – 30 minutos bons não são suficientes e Real atropela Barcelona em Madrid.


Quem assistiu aos primeiros 30 minutos de jogo, provavelmente não imaginava que o jogo teria um desfecho tão diferente do que aconteceu, mas se analisarmos friamente, o derbi desse sábado em Madri foi uma continuação (pode-se dizer assim) do que aconteceu durante a semana em Liverpool.

O gol de Neymar aos 3 minutos de jogo, deu a impressão de que os visitantes estavam mais encaixados do que os donos da casa. De fato estavam. Messi recuava para fazer um enganche, Suaréz teve um bom inicio de jogo pela ponta direita, com muita movimentação e Neymar conseguia tirar vantagem do duelo contra Carvajal. 

Com os laterais não tão bem ofensivamente, o jogo catalão de posse de bola, se concentrou no meio-campo, conseguindo criar boas chances, podendo até ampliar o placar com Messi, que desperdiçou boa chance na pequena área após bom cruzamento de Suaréz. Abaixo, podemos ver no flagrante como Messi recuava, deixando Neymar e Suaréz mais a frente no comande de ataque.
 
Flagrante do recuo de Messi, formando um 4-3-1-2 do Barcelona (Reprodução: ESPN Brasil)
O 4-3-3/4-3-1-2 do Barcelona conseguia ter o efeito que o Liverpool não conseguiu durante a semana pela Champions, fazendo com que o 4-4-2 de Ancelotti não tivesse muita ação ofensiva no começo do jogo. Abaixo, o desenho tático da primeira etapa. 
Barcelona conseguiu ter o domínio de jogo na primeira meia hora, criando muitas jogadas pela área central do campo. No Real, James e Isco tiveram mais uma vez papel importante defensiva e ofensivamente.
Mais quando o primeiro tempo estava na sua parte final, entrou em cena três das armas do Real Madrid: compactação, intensidade e jogadas pelas laterais. 

A compactação deu fim aos espaços que o Barcelona tinha no meio do campo, obrigando o time catalão a trabalhar mais pelas laterais com Mathieu pela esquerda que tem funções mais defensivas e Daniel Alves pela direita que não fez um bom jogo. A intensidade tinha em Isco, James Rodrigues, Cristiano Ronaldo e Benzema seus principais nomes e com isso o Real conseguiu fazer uma grande blitz ofensiva, que junto com a jogada pela lateral esquerda com Marcelo, resultaram no pênalti, que Cristiano Ronaldo bateu e empatou o jogo para o Real. Abaixo, o flagrante da compactação ofensiva, deixando o Barcelona sem espaços e com isso os passes dos visitantes não tinham efeito ofensivo. 

Nesse flagrante podemos ver a compactação defensiva do Real, tirando os espaços no meio campo do Barcelona. Também podemos observar o 4-4-2 evidente de Carlo Ancelotti (Reprodução: ESPN Brasil)
Se no primeiro tempo os visitantes que abriram o placar logo no começo, no segundo foi o Real Madrid que usou uma velha arma contra um defeito também antigo do Barcelona: jogada aérea. Após escanteio, o zagueiro Pepe subiu mais que todos e colocou o Real na frente.

Tendo dificuldades para criar chances de gols, Luis Enrique decidiu tirar o veterano Xavi e colocar o croata Rakitic. A alteração ocorreu durante uma cobrança de escanteio e o técnico optou por não deixar Xavi, que era o cobrador oficial bater, dando assim a responsabilidade para Rakitic efetuar a cobrança, mas o croata acabou cobrando mal e aí entrou em cena mais duas qualidades do Real Madrid: o contra-ataque e a habilidade. Isco recuperou a bola e tocou para James Rodrigues, que deu um belo passe para Benzema chutar na saída de Bravo. Tudo isso aos 15 minutos do segundo tempo.

Após o terceiro gol o jogo continuou tendo o Barcelona com a maior posse de bola mais sem levar perigo ao gol de Casillas, já o Real se aproveitava para sair no contra-ataque e ainda se deu o luxo de perder algumas chances.

Os técnicos ainda fizeram algumas alterações. No Real, Ancelotti tirou Benzema, Modric e Isco, colocando Illarramendi, Arbeloa e Khedira, passando para o 4-5-1. No Barcelona, Luis Enrique ainda tirou Luis Suarez, que pouco apareceu após um promissor começo de jogo e Iniesta que saiu sentindo, colocando Sergi Roberto e Pedro, mas o jogo não se alterou e o Real Madrid mostrou que mesmo com as saídas de Xabi Alonso e Dí Maria no começo da temporada, Ancelotti vem fazendo com que o time não perca suas principais características e ainda acha boas saídas para algumas ausências, como foi a entrada de Isco no lugar de Bale (suspenso). Abaixo, como ficaram as equipes após as mudanças.
A manutenção do 4-3-3 não deu ao Barcelona uma posse de bola mais criativa, já o Real se fechou no 4-5-1, explorando os contra-ataques.
As estatísticas mostram que apesar do Barcelona ter a maior posse de bola (57% contra 43%) o que já era esperado, ele não conseguiu ter mais objetividade e acabou caindo para um time que está mais bem montado que o seu. Nos chutes a gol, o Barcelona acabou chutando 16 vezes ao gol de Casillas, contra 18 do Real Madrid.

Grande Abraço!!! 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Liverpool 0 x 3 Real Madrid – Tática e talento decidem para espanhóis, enquanto ingleses sofrem para encontrar padrão “Pós Suárez”.

Sem Bale, ficaria difícil para o Real Madrid explorar contra o Liverpool na Inglaterra, sua principal característica: as jogadas em velocidade nos contragolpes; porém, isso acabou sendo bem resolvido por Carlo Ancelotti, que manteve sua formação habitual, 4-4-2, que ganhou mais corpo e marcação com a entrada de Isco, que ajudava James Rodrigues na armação e ainda fazia um papel importante na marcação.  


Já os donos da casa vieram no 4-3-1-2, com Gerrard de primeiro volante, Allen mais pela esquerda, Handerson pela direita e Coutinho mais à frente centralizado. Sterling e Balotelli eram os responsáveis pelas ações ofensivas, mas o italiano vem fazendo uma temporada muito abaixo do esperado, não conseguindo substituir o principal jogador do vice-campeão inglês da temporada passada, Suárez, que além de ter uma importância muito grande no esquema armado por Brendan Rodgers, tinha o que faltou ao time hoje, oportunismo para aproveitar as chances de gols criadas. Abaixo, o desenho tático dos times no primeiro tempo.
No 4-3-1-2 do time inglês, podemos analisar que o lado direito acabou menos privilegiado, tanto ofensivamente, deixando Johnson mais sozinho nas subidas, quanto defensivamente, o que acabou sendo bem aproveitado pelo Real.
No desenho acima, podemos observar que apesar de ser válida a tentativa do 4-3-1-2 do Liverpool, isso acabou matando o time, pois na parte ofensiva, o meia brasileiro Coutinho, além de armar a equipe pelo centro, ainda tinha que ajudar as subidas do lateral Glen Johnson, deixando assim um espaço que foi mal preenchido por Allen e Handerson. Enquanto isso defensivamente, o mesmo lado direito também acabou sendo um problema, pois Johnson acabava ficando sobrecarregado com as subidas de Marcelo, Isco e ainda as investidas de Cristiano Ronaldo e Benzema do mesmo lado, provocando jogadas com superioridade numérica dos adversários. Como podemos ver nesse flagrante abaixo, em que Marcelo, Isco e Cristiano Ronaldo ficam em superioridade contra Johnson e Henderson.
Superioridade madrilenha no lado direito do Liverpool.
Com maior volume de jogo, com movimentação grande entre James Rodrigues, Cristiano Ronaldo e Benzema e também com o talento do trio, era questão de tempo para o Real abrir o placar, que aconteceu aos 22 minutos, após lindo passe por elevação de James, que encontrou Cristiano Ronaldo para marcar o primeiro gol do real no jogo e o 70° gol do português na história da Champions, ficando apenas um atrás de Raul como maior artilheiro de todos os tempos da competição. 7 minutos após o primeiro, em uma jogada pela esquerda do ataque espanhol, Kroos fez cruzamento preciso para a bela cabeçada de Benzema, colocando uma vantagem de dois gols para os visitantes.

Perdendo de 2 a 0, Rodgers decidiu mudar para o 4-2-3-1, avançando Allen pelo centro e jogando Coutinho para o lado esquerdo; porém, não foi suficiente para impedir o terceiro gol do Real em mais uma jogada iniciada pela direita da defesa e em mais um gol marcado por Benzema.

Com o jogo perdido, o Liverpool colocou Lallana, Markovic e Can, e ainda avançou Sterling para o papel de centroavante. As alterações fizeram com que o time ficasse mais com a posse de bola e tivesse mais presença ofensiva, mas ainda pecava muito nas finalizações e nos aproveitamentos das chances criadas. Enquanto isso, os visitantes passaram a optar pelos contra-ataques, mas sem tanta obrigação no jogo e já cansado, também acabaram desperdiçando algumas chances de gols. Abaixo, os desenhos táticos no meio da segunda etapa.
Liverpool já no 4-2-3-1 e o Real mantendo seu 4-4-2 bem compacto. 
Nas estáticas também podemos ver o Real Madrid com mais posse de bola: 54% x 46; e com mais chutes ao gol: 14 x 12.

Os 3 a 0 mostram um Real preciso, compacto e pronto para o duelo contra o Barcelona no clássico de sábado, o time também está tranquilo na Champions, com a classificação praticamente garantida para as oitavas de final. Já os ingleses, ainda terão que suar para se classificar no campeonato europeu e mais do que isso, Brendan Rodgers precisa achar uma solução para a saída de Suárez e a má fase de Balotelli, se quiser ir longe na Champions e brigar na Premier League.

Grande abraço!!!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Atlético Mineiro 4 x 1 Corinthians – Galo heroico vence duelo contra um Corinthians covarde.

O Mineirão mais uma vez foi palco de uma partida importante de mata-mata. De um lado o Atlético Mineiro, que precisava reverter uma derrota por 2 a 0 no jogo de ida em Itaquera, do outro o Corinthians, maior favorito para a classificação.

Obrigado a sair para o jogo, Levir Cupi montou o galo no 4-1-4-1, com Leandro Donizete como único volante atrás de uma linha com Diego Tardelli na ponta esquerda, Guilherme na meia esquerda, Dátolo na meia direita e Luan como ponta direita. Na frente, Carlos como centroavante.

Já os paulistas vieram no 4-2-3-1 com Bruno Henrique e Guilherme Andrade como volantes de marcação, Malcon aberto na ponta direita, Renato Augusto centralizado e Petros na ponta esquerda, com Guerrero no comando de ataque. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo. 
No desenho podemos notar uma atitude ofensiva dos donos da casa, com 5 jogadores de intensa movimentação no ataque, contra um visitante recuado, deixando os dois volantes presos e pouca presença no ataque.
Os primeiros minutos de jogo foram bem diferentes do que seria o restante da partida. O Atlético tinha dificuldade para passar pela forte marcação corintiana e também contava com seu quinteto ofensivo muito estático, sem abrir espaços na zaga adversária. Pelo lado corintiano, o time conseguia prender a bola no ataque e explorava bem a movimentação de Guerrero, que se aproveitou do erro do zagueiro Jemerson, para abrir o placar aos 5 minutos de jogo.

Após o gol o jogo mudou completamente. O Corinthians recuou e não conseguia mais trabalhar a posse de bola em seu meio-campo, dependendo de ligação direta para o ataque buscando Guerrero, que estava isolado e acabava sendo presa fácil para a marcação atleticana. Nos donos da casa, Leandro Donizete tomou conta da marcação e fazia a saída de jogo com perfeição, tendo o auxilio de Guilherme, peça fundamental nessa partida.  

O quinteto de ataque do Atlético começou a ter uma movimentação intensa, trocando de posições e buscando os espaços vazios da marcação corintiana. O lado direito começou a aparecer com as subidas de Marcos Rocha e Guilherme passou a atuar em uma área sem marcação no campo, já que não tinha o combate dos meias e nem dos volantes, ficando livre para armar as jogadas e ser o responsável pelo primeiro gol do galo, após dar cruzamento certeiro para Luan marcar de cabeça e ainda fazer o segundo, dando um chute de fora da área, contando com o desvio no meio do caminho. Abaixo o flagrante da troca de posições do ataque mineiro. 
Após o gol do Corinthians, começou a aparecer os homens de frente do Atlético, com uma movimentação intensa, troca de posições e de lado de campo. (Reprodução: ESPN Brasil)
Depois de sofrer a virada nada mudou na postura do Corinthians, que continuava acuado e se aproveitando da vantagem que naquele momento ainda era de dois gols. Fágner não conseguia aparecer no ataque, Malcon sumido também buscava pouco a jogada individual. Renato Augusto mal no jogo, não armava o time e nem prendia bola no ataque e a única arma ofensiva era o atacante Guerrero e as subidas ineficientes de Fábio Santos pela esquerda. Enquanto o galo continuava sua busca incessante pelos gols que faltavam, contando com uma atuação de gala do meia Guilherme, como vamos observar no mapa de calor abaixo, em que mostra o quanto o jogador foi participativo e decisivo. 
Guilherme se movimentou em uma região em que não havia marcação do Corinthians, já que Renato Augusto não marcava e nem Bruno Henrique avançava para dar o bote (Fonte: Footstats)  
No segundo tempo, o Atlético perdeu logo de cara duas importantes peças, Luan e Leandro Donizete que saíram por contusão. Em seus lugares entraram Maicosuel e Pierre. Com isso, Tardelli passou a jogar centralizado no ataque, com Carlos caindo pela direita para marcar as subidas de Fábio Santos e Maicosuel jogando na ponta esquerda. A mudança favoreceu o Corinthians, já que o Atlético perdeu em movimentação, saída de bola com o volante e também na marcação de Fágner, que teve mais liberdade para avançar no segundo tempo. Já Mano Menezes, tirou Malcon e colocou o talismã Luciano na ponta direita. Abaixo o desenho tático depois dessas mudanças
No galo o 4-1-4-1 foi mantido, mais perdeu em movimentação e intensidade com a saída de Luan e a entrada de Maicosuel, já no Corinthians, Luciano teve dificuldades de marcar as subidas de Douglas Santos e o Atlético acabou se criando pela esquerda.
O Corinthians pode-se dizer que melhorou no segundo tempo, tendo mais presença no campo de ataque, conseguindo criar um pouco mais de oportunidades e contando com o apoio de Fágner pela direita, mas foi exatamente pela direita que o time teve mais dificuldade defensiva. O Atlético se aproveitou da pouca marcação que Luciano exercia naquele setor e se criou por ali, com as presenças de Douglas Santos, Maicosuel e Guilherme, que se aproveitou de um cruzamento que veio da esquerda do ataque atleticano e marcou o terceiro do time mineiro aos 30 minutos do segundo tempo.

Com o Corinthians entregue no jogo, o Atlético se aproveitou e voltou a pressão que tinha diminuído na segunda etapa e no décimo, dos 11 escanteios que o time teve no jogo, o zagueiro Edcarlos se aproveitou do espaço vazio que a zaga corintiana deixou no miolo da pequena área e marcou o quarto gol atleticano, que deu a classificação aos mineiro para a semifinal da Copa do Brasil.

Alguns números mostram o amplo domínio dos donos da casa no jogo. O Atlético teve 61% de posse de bola, contra apenas 38% do Corinthians. O Atlético teve 12 finalizações certas, contra 4 do Corinthians e trocou 429 passes certos, contra apenas 203 do Corinthians. Esses números mostram que os mineiros mereceram muito mais a classificação, buscaram mais o jogo desde os primeiros minutos e foram premiados pela ofensividade do técnico Levir Cupi.

Já o Corinthians se afunda na crise e no estilo de jogo defensivo de seu treinador, que tem um elenco caro e com vários jogadores de qualidade e mesmo assim, se recusa a enfrentar os times de igual pra igual fora de casa principalmente. A culpa também é dos jogadores que não mostram empenho e vontade nos jogos.

Grande Abraço!!! 

domingo, 12 de outubro de 2014

Del Bosque encontra poucas soluções para antigos problemas da Espanha no pós Copa.

Analisei os dois últimos jogos da Espanha válidos pelas Eliminatórias da Eurocopa contra Eslováquia e Luxemburgo e constatei que alguns problemas que a seleção teve na Copa do Mundo, no Brasil, quando foi eliminada na primeira fase, se repetiram e poucas soluções foram encontradas.

Começando por algumas observações no comportamento defensivo da Espanha:

è Contra a seleção da Eslováquia, o goleiro ainda era Casillas, que vem sendo muito contestado no próprio Real Madrid, onde vem cometendo algumas falhas; e o arqueiro voltou a falhar na derrota para a Eslováquia por 2 a 1. Já no jogo de hoje contra Luxemburgo, De Gea, goleiro do Manchester United, ganhou a posição e se mostrou seguro, apesar de não ser muito exigido. Acredito que essa mudança fará bem à Espanha, já que considero De Gea um goleiro preparado para a titularidade no gol da “La Roja”.

è Outra questão que vem deixando Del Bosque preocupado é a instabilidade de seus zagueiros. Sérgio Ramos, o mais confiável no momento, estava machucado, por isso a zaga teve duas formações diferentes nos jogos. Contra a Eslováquia, o zagueiro do Nápoli, Albiol, que não tem tanta técnica, e Pique, que vem amargando a reserva no Barcelona, formaram o miolo defensivo e o resultado foi um time frágil atrás, tomando dois gols da modesta seleção da Eslováquia. No duelo de hoje, Pique foi mantido e teve seu companheiro de Barcelona (e de banco), Bartra, ao seu lado. O time acabou não sendo tão atacado, mas mostrou um Pique sem confiança e um Bartra lento na caça aos atacantes.


è A última questão que me chamou a atenção na verdade não é nenhuma novidade, já que isso ocorre com frequência no Barcelona, foi o fato de Busquets recuar bastante, formando uma linha de três com Pique e Bartra, dando bastante liberdade aos laterais, Alba e Carvajal, no apoio ao ataque. Abaixo, o flagrante desse recuo do volante.
Flagrante do recuo de Busquets, formando uma linha de três com Bartra e Pique, liberando assim Carvajal para virar praticamente um ala pela direita. (Reprodução: Sportv)
Também ouve mudança de esquema na Espanha. O 4-3-3 que deu os dois títulos europeus e uma Copa do Mundo para a Espanha, está em transição. Del Bosque testou o 4-2-3-1 na derrota para a Eslováquia, com Koke e Busquets como volantes, e na linha de três, Iniesta pela esquerda, Silva pela direita e Fabregras centralizado, com Diego Costa como referencia no ataque. Já contra Luxembrugo, o esquema usado foi o 4-1-3-2, com Busquets de volante, Koke mais avançado pela direita, Silva centralizado e Iniesta pela esquerda. No ataque, Diego Costa e Paco Alcacer para a seleção ter mais presença de área. Abaixo o 4-2-3-1 contra a Eslováquia.
O 4-2-3-1 contra a Eslováquia enfrentou dificuldades para criar jogadas e também na conclusão delas, com a má fase do atacante Diego Costa na seleção da Espanha.
è Na parte ofensiva a Espanha continua com a maior posse de bola, mas também continua sofrendo com a lentidão na transição da defesa para o ataque, facilitando a marcação adversária.

è Outro grande problema é a fase ruim do atacante Diego Costa em sua seleção. Se no Chelsea o artilheiro já tem 9 gols nessa temporada e é o principal destaque do líder da Premier League, na seleção o atacante sofre com o jejum de gols. No primeiro jogo contra a Eslováquia, Diego Costa mais uma vez passou em branco e mostrou dificuldades para se adaptar ao estilo de jogo da seleção; já contra Luxemburgo, Del Bosque colocou Paco Alcacer ao seu lado, dando mais liberdade de movimentação para Diego, que apesar de marcar seu primeiro gol pela seleção nesse jogo, ainda teve uma atuação bem abaixo do que se espera dele. E se a Espanha precisa tanto mudar seu estilo de jogo, a principal esperança é Diego Costa, que pode ser o homem de área da seleção, mudando a maneira de jogar.

è Mais um problema que a Espanha vem enfrentando desde os tempos do “tiki-taka” é a falta de finalização de fora da área, principalmente contra adversários mais fechados, que dificultam a seleção a entrar com essa bola na área. Apesar de o time vir chutando mais ao gol nos últimos jogos pós-Copa, a finalização de longa distância ainda deixa a desejar e Del Bosque terá muito trabalho para mudar isso, já que a filosofia do jogo espanhol não prioriza a finalização de fora da área e sim o toque de bola; basta ver que os meias do time nos dois jogos, Fabregas, Koke, Silva e Iniesta, não têm características para tal jogada.

è A última observação que faço é a utilização maior da ligação direta da defesa para o ataque, explorando principalmente Diego Costa. Pode ser uma arma interessante para o time em alguns jogos, já que Diego Costa é um atacante que sabe brigar pela bola contra os zagueiros adversários e, se o outro time estiver jogando com uma linha defensiva alta, isso pode pegar o adversário desprevenido. Às vezes o “chutão” é necessário (desde que com moderação, senão fica igual à seleção brasileira na Copa) para esse time que faz de tudo para evitá-lo.

Abaixo no campinho, o 4-1-3-2 da Espanha contra Luxemburgo.

4-1-3-2 trouxe Busquets recuando, os laterais mais avançados, três jogadores com características de armação no meio e dois centroavantes para dar mais presença de área ao time.

Del Bosque terá trabalho muito duro para os próximos anos. Além de uma troca de gerações que está havendo, também será necessário uma troca de mentalidade. A seleção que talvez mais tenha modificado o futebol na última década, agora terá que se reinventar para não ficar ainda mais pra trás em um futebol cada vez mais físico e rápido.
 
Xavi é um exemplo dessa troca de gerações. Foi um dos principais responsáveis pelo período mais vitorioso da Seleção da Espanha.
Grande abraço!!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cruzeiro 0 x 1 Corinthians – O time dos jogos grandes vence mais um e precisa decidir o que quer no campeonato.


O Corinthians ficou conhecido nesse campeonato por ser um time que gosta e se dá bem em jogo grande, basta ver que o time do Parque São Jorge venceu o líder e atual campeão Cruzeiro duas vezes, São Paulo, Atlético Mineiro e Internacional, em uma sequência que o credenciaria a disputar o título, porém, os “jogos menores” são onde o time perde pontos preciosos e isso justifica a quinta colocação que os paulistas ocupam no Brasileirão.

Em um jogo cheio de desfalques para as duas equipes, talvez tenha sido o Cruzeiro, o time mais prejudicado. Marcelo Oliveira manteve o 4-2-3-1, mas sem Éverton Ribeiro (servindo a Seleção) e Ricardo Goulart (machucado), o time perdeu em criação e intensidade, já que os substitutos Marlone e Willian não foram bem na linha de três ofensiva, fazendo com que os laterais que já são peças importantes para os mineiros, se tornassem a única opção no ataque, sobrecarregando os lados e facilitando a marcação corintiana.

Já pelo lado alvinegro, Mano Menezes talvez tenha sido até ajudado (digamos assim) pelas ausências de Elias (seleção) e Ralf (lesionado), embora também muito prejudicado pela falta do peruano Guerreiro, principal jogador do time nos últimos jogos. Mano escalou um meio-campo mais marcador com Guilherme Andrade de primeiro volante mais preso e Bruno Henrique de segundo volante saindo mais para o jogo. A linha de três contou com Petros pela esquerda, Renato Augusto centralizado e Malcon pela direita. Abaixo o desenho tático dos times no primeiro tempo. 
No duelo dos 4-2-3-1, paulistas usam melhor os lados e vencem os mineiros.
Podemos dividir o primeiro tempo em duas partes. A primeira, no começo do jogo, tivemos um Cruzeiro buscando mais o jogo, contra um Corinthians naturalmente defensivo, esperando pelos mineiros em seu campo e buscando explorar os contra-ataques. Devido ao grande número de jogadas pela esquerda do Cruzeiro, Renato Augusto começou a cair mais pelo setor, ajudando Fágner e Malcon a marcar as investidas de Egídio e Willian. Com isso, o Corinthians melhorou na parte final do primeiro tempo, usando o lado direito principalmente para realizar suas jogadas. Renato Augusto aproveitava que estava nesse lado e formava um trio com Fágner – que apoiava mais que Fábio Santos – e Malcon, para complicar a vida de Egídio que não tinha muito a ajuda de Willian para marcar os três. Abaixo o mapa de calor do time paulista mostra como o lado direito foi mais acionado.  
O mapa de calor mostra que o time paulista procurou mais o seu lado direito para atacar (Imagem: Footstats)
Com Marlone e Willian mal e Egídio machucado, Marcelo Oliveira realizou as três alterações para tentar mudar o comportamento cruzeirense em campo. O garoto Alisson entrou no lugar de Willian, Ceará no de Egídio e Dagoberto na vaga de Marlone. Alisson centralizou e Dagoberto caiu pela ponta direita. Mano tirou Romero que pouco fez no jogo e colocou o talismã Luciano.

Após as mudanças, o Corinthians ganhou um pouco mais de espaço em campo e começou a propor mais o jogo, fazendo com que Fábio Santos começasse a também ser mais acionado. Já o Cruzeiro, defensivamente esperava mais o Corinthians, sem a marcação pressão que exerceu em boa parte do primeiro tempo e quando tinha a bola, começou a explorar mais o lado direito, com as subidas de Mayke e o gás novo de Dagoberto.

Com consciência, o time paulista começou a aproveitar bem as chances que criava e em um contra-ataque, Luciano marcou o gol corintiano aos 28 minutos da segunda etapa. Após o gol, Mano tirou Bruno Henrique que cansou e colocou Ferrugem, renovando a marcação e também Danilo para segurar a bola na frente, no lugar de Guilherme Andrade, que se nas outras partidas não foi bem, no jogo desta quarta conseguiu desempenhar muito bem sua função. Com a saída de Guilherme, Petros recuou e passou a jogar como volante. Abaixo o desenho tático dos times após as alterações.
O Corinthians mais defensivo após o gol, tentando segurar a bola no ataque com Danilo e o Cruzeiro continuando a atuar pelos lados, agora explorando mais a direita.
Na reta final do jogo os mineiros foram para o tudo ou nada, em busca do empate, criando algumas chances como a que Dagoberto desperdiçou no finalzinho, mas a vitória corintiana acabou sacramentada em uma grande atuação do time, mas acabo destacando Renato Augusto, que quando joga bem, o Corinthians joga bem. Abaixo o mapa de calor do meia que fez uma bela partida.
Destaque para a movimentação maior no lado direito do ataque, auxiliando defensivamente e sendo peça fundamental ofensivamente. (Imagem: Footstats)
Em relação ao Cruzeiro, não acredito que essa derrota irá atrapalhar a caminhada do time em busca do bicampeonato nacional. Já o Corinthians, precisa se decidir se vai atuar como time grande em todos os jogos, ou se vai se apequenar nos jogos menores.

Grande Abraço!!!

domingo, 5 de outubro de 2014

Cruzeiro 2 x 1 Internacional – Vantagem ampliada e caminho livre para o bicampeonato celeste.


Como acontece algumas vezes em campeonatos de pontos corridos, quando líder e vice-líder se encontram na parte final do campeonato, Cruzeiro e Internacional fizeram no Mineirão a chamada “final antecipada”. A distância entre os dois eram de 6 pontos para os mineiros antes do jogo começar.

Para ampliar a vantagem em casa, o técnico Marcelo Oliveira manteve seu 4-2-3-1 padrão mudando poucas peças. Pode-se destacar os laterais Mayke pela direita e Egídio pela esquerda, que além de serem bons marcadores são também imprescindíveis para a principal arma celeste nos últimos dois anos, que é a jogada pelos lados do campo, já que os dois tem características de grande presença no ataque. Lucas Silva também é outro destaque, sempre desarmando e aparecendo bem no ataque.

Na linha de três, Marquinhos está fazendo um ótimo trabalho pela ponta direita, sendo importante tanto ofensivamente como demonstrou em seu gol, quanto defensivamente sempre acompanhando as subidas dos laterais adversários. No centro, Everton Ribeiro dita o ritmo da equipe e tem uma movimentação constante, com liberdade para cair pelos dois lados e avançar ajudando o centroavante. Willian exerce praticamente a mesma função que Marquinhos, só que na ponta esquerda, sendo mais incisivo na diagonal e Marcelo Moreno é centroavante que além de marcar muitos gols, também é responsável por marcar a saída de bola adversária.

Já Abel Braga, optou por um Inter mais recuado, jogando no 4-3-2-1, variando bastante para o 4-2-3-1. Willians e Wellington eram volantes mais marcadores, com pouca saída para o jogo, já o ótimo chileno Aranguíz, ora fechava a linha dos três volantes, ora fechava a linha com três mais avançado, fazendo com que D’alessandro centralizasse mais e tendo Valdívia na ponta esquerda. Rafael Moura era o centroavante. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo no Mineirão.
O 4-3-2-1/4-2-3-1 do Inter, acabou abrindo muito espaço nas laterais, fazendo com que Egídio e Mayke fossem presença constante no ataque na primeira etapa.
O primeiro tempo mostrou um Cruzeiro que soube explorar muito bem as laterais, contra um Inter que não soube explorar sua proposta de jogo, que era se defender e contra-atacar e para piorar ainda tinha a torcida cruzeirense que transformou o Mineirão em um caldeirão.

Quase sempre que o time celeste subia ao ataque, explorando as laterais, se formava uma dupla de cruzeirenses, contra apenas um do Internacional. Seja Egídio e Willian pela esquerda contra apenas Gilberto, já que Aranguiz ficava mais preocupado com a marcação de Lucas Silva, ou Mayke e Marquinhos pela direita contra Fabrício, já que Valdívia não acompanhava sempre as subidas do lateral cruzeirense. Nesse mapa de calor do Cruzeiro no jogo, mostra como os mineiros exploram tanto os lados do campo.  
Arma forte no título mineiro do ano passado, as laterais seguem sendo principal arma da equipe nesse ano também. (Imagem: Footasts)
Outra grande característica do Cruzeiro é a intensa movimentação de seu meio-campo, principalmente os responsáveis pela formação e definição das jogadas. Um exemplo disso é o craque do Brasileirão do ano passado, Éverton Ribeiro, que sempre circula muito pelo centro e pelos lados, além de se juntar ao boliviano Marcelo Moreno. Marcelo Moreno, aliás, é um desses centroavantes modernos, que não ficam preocupados só em fazer gol e na parte ofensiva, mas que também ajuda na marcação. Uma prova disso foi o primeiro gol do Cruzeiro, marcado pelo próprio Moreno, que recuperou a bola de Aranguíz perto da área do Inter e chutou forte no canto de Dida.

Perdendo por 2 a 0, Abel se viu obrigado a mexer no Inter. Alex entrou no lugar de Wellington e o Inter passou a jogar no 4-2-3-1 definitivo, com Aranguíz como volante ao lado de Willians, Valdívia pela direita, Alex na esquerda e D’allesandro centralizado.

Os gaúchos melhoraram, tendo mais intensidade, movimentação e não deixando o Cruzeiro respirar na saída de bola. O time celeste ainda perdeu um pênalti com Willian, que quase fez falta no fim do jogo. Melhor em campo, Alex acertou belo chute de fora da área e colocou de vez o Internacional no jogo.

Marcelo Oliveira teve que agir rápido e colocou Nilton no lugar de Éverton Ribeiro. Com essa ação o Cruzeiro passou a atuar no 4-3-3, com os três homens do meio-campo mais defensivo, jogando com Lucas Silva, Nilton e Henrique. Na frente, o técnico colocou Dagoberto descansado no lugar de Willian, avançando Dagoberto e Marquinhos para jogarem mais perto de Marcelo Moreno. Dessa forma, as equipes ficaram assim após essas alterações.
Mudança de esquema e postura no Inter foram fundamentais para que equipe melhorasse na segunda etapa, porém, não foi suficiente para empatar o jogo.
Apesar do time gaúcho melhorar no jogo e até criar boas chances, quem acabou saindo com a vitória foi os mineiros, que agora abriram 9 pontos de vantagem para o Internacional e tem caminho mais do que livre para a conquista do Bicampeonato.

Algumas estáticas mostram que o Cruzeiro foi melhor no jogo como um todo e mereceu a vitória, pelo seu futebol moderno e sólido. A posse de bola ficou 53% para o Cruzeiro contra 47% do Internacional e as finalizações foram 16 para os mineiros contra 10 para os gaúchos.

Grande Abraço!!! 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Comunicado!!!

Olá, leitores do blog Tática do Jogo.
Gostaria de comunicar que o blog está de volta.
Infelizmente tive alguns problemas de ordem pessoal nesse período e acabei deixando o blog de lado, mas continuei acompanhando e estudando o nosso querido futebol e mais do que isso, agora tenho o prazer de dizer que também trabalho com futebol, por isso, acabo não tendo muito tempo para escrever aqui. Mas, tomei a decisão voltar para o blog, por considerar um espaço importante para o meu conhecimento e para termos um lugar onde possamos debater o que vem acontecendo no mundo da bola e da tática. Gostaria de pedir um pouco de paciência, porque provavelmente meu ritmo de postagem será menor do que estava quando parei e espero poder retornar no mesmo nível (ou até melhor) nas postagens.
Desde já agradeço a compreensão de todos e também aos que me motivaram a voltar.

Muito obrigado e jogo que segue, pois a tática não pode parar.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Borussia Dortmund 1 x 2 Bayern de Munique – O fim das sinas: Bayern campeão e Robben decisivo.

Robben é um grande jogador, mas sofria com o trauma de sempre ter um desempenho bem abaixo do esperado quando o assunto era decisão, basta lembrar-se da final da Copa do Mundo de 2010, quando ele desperdiçou algumas chances para a Holanda e isso acabou custando o título mundial e também a final da Champions League da temporada passada, quando Robben perdeu um pênalti na prorrogação, que deixaria o Bayern a frente do placar e muito perto do título, mas isso mudou e Robben foi um dos principais destaques na conquista do Bayern, que também sofria com a sina de chegar a duas finais quase que seguidas e ser vice em ambas.

Mas não foi fácil conquistar a Europa pela quinta vez. Do outro lado tinha um Borussia motivado, que tentava o bicampeonato e dificultou bastantes as coisas para o Bayern, que só conseguiu o gol do título aos 44 minutos do segundo tempo.

O Borussia no 4-2-3-1 com Gundogan saindo pro jogo, Reus centralizado, Grosskreutz na vaga de Gotze e Lewandowski como referencia no ataque deu muito trabalho e dominou os primeiros 25 minutos de jogo. Avançou as linhas, marcou o Bayern em seu campo não dando a posse de bola aos bávaros e imprimiu um ritmo forte no inicio, criando assim as primeiras chances.

Melhor nos primeiros minutos, o Dortmund fez as 5 primeiras finalizações do jogo, exigindo boas defesas de Neuer. Reus e Lewandowski foram os destaques, com o meia criando muito no meio-campo, assumindo bem a vaga deixada por Gotze e o atacante infernizando a zaga do Bayern com chutes precisos e também executando bem o papel de pivô.  

Já o Bayern que também estava no seu costumeiro 4-2-3-1, foi criar a primeira oportunidade já aos 23 minutos, momento em que o Dortmund diminuiu o ritmo e o Bayern acertou seu estilo de jogo, com muita posse de bola e explorando bastante os lados do campo com Robben e Ribéry. Outro destaque do Bayern foi o volante/meia Schweinsteiger, que é o coração do time no meio-campo, ele fez muito bem (como sempre) a função de box-to-box (o box-to-box é um jogador que faz tanto a função de volante, quanto a de armador, indo e voltando o tempo todo entre as intermediárias. Um exemplo é Frank Lampard do Chelsea). Abaixo os desenhos táticos das esquipes no primeiro tempo.
Os dois atuaram no 4-2-3-1, que no Bayern explorava mais os lados do campo, enquanto no Borussia o time jogava mais pelo centro.
O primeiro tempo acabou com o Bayern melhor, mas o melhor Borussia dos primeiros 25 minutos, conseguiu ser mais eficiente do que o melhor Bayern dos últimos 20 minutos.

No segundo tempo o Bayern continuou melhor e comandou totalmente o inicio. Martinez se destacava desarmando e começando as jogadas de ataque, que tinha Mandzukic como principal referencia e as pontas seguiam sendo o ponto forte do Bayern, que explorava mais Ribéry e Alabá, do que Robben e Lahm, tanto que Robben muitas vezes tinha que sair da ponta direita para receber a bola, como foi no primeiro gol do time, em que Robben fez a jogada na ponta esquerda e cruzou para Mandzukic abrir o placar para os bávaros.

Depois do gol o Borussia acordou, foi pra cima e o Bayern encolheu atrás, buscando o contra-ataque. Gundogan começou a parecer mais no ataque, formando quase um 4-1-4-1, com Reus muito próximo a Lewandowski no ataque e deu certo, Reus sofreu pênalti do brasileiro Dante aos 23 minutos, que Gundogan bateu e deixou tudo igual. O gol acabou sendo maravilhoso para o Borussia, que era melhor, mas não conseguia criar grandes chances, enquanto que o Bayern mesmo que mais recuado levava perigo ao gol de Weidenfeller.

Satisfeito com o empate o Borussia voltou a se retrair e o Bayern que não queria perder mais uma final de Champions League retomou o controle da partida e da posse de bola. Sempre buscando Robben ou Ribéry, o Bayern era muito perigoso no ataque e contava com uma atuação instável de Hummels que errou em alguns lances. E o castigo veio ao Borussia aos 49 minutos do segundo tempo, em um lance confuso, Ribéry deixou para Robben que veio de trás, limpou o marcador e deu um toque sutil na saída de Weidenfeller, que não conseguiu evitar, dando o quinto título europeu da história do Bayern (o Bayern havia sido campeão nas temporadas 1973-74, 1974-75, 2000-01 e 2012-13).
Robben comemora o gol do título do Bayern de Munique.
O Bayern terá Gaudiola para a próxima temporada que já pega um time campeão de tudo, sua missão: manter o Bayern no topo e ganhar tudo na próxima temporada de novo, já o Dortmund está no caminho certo, se reestruturou depois da quase falência e montou um bom time. É lógico que irá perder algumas peças, mas se manter a base pode brigar no ano que vem também.

Grande Abraço !!!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Vídeopost – Especial final Champions League

Na primeira parte do vídeopost analiso o Borussia Dortmund. Devido a alguns problemas, colocarei só o link dos vídeos. Abaixo tem o provável desenho tático do Borussia para essa final.

Parte I
Clique Aqui

O 4-2-3-1 é muito forte ofensivamente, porém a ausência de Gotze pode atrapalhar muito para a Final.

Já a segunda parte é uma analise do Bayern de Munique. Abaixo o provável desenho tático do Bayern para essa final.


Parte II

O Bayern também adota o 4-2-3-1, que tem como principais características a compactação defensiva e a velocidade nos contra-ataques. 
Grande Abraço !!!